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STF condena ex-cúpula da PM-DF por omissão no 8 de Janeiro

Supremo Tribunal Federal condena cinco ex-integrantes da Polícia Militar do DF a dezesseis anos por omissão nos ataques de oito de janeiro; 30 milhões de reais em danos solidários; dois absolvidos

Maioria do STF condena ex-cúpula da PM-DF por omissão no 8 de Janeiro
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  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar cinco ex-diretores da PM do Distrito Federal a 16 anos de prisão por omissão durante os ataques de 8 de janeiro de 2023.
  • Foram proferidos votos pela condenação dos acusados pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin.
  • A ministra Cármen Lúcia pode se pronunciar até sexta-feira no plenário virtual.
  • A condenação é solidária no valor de 30 milhões de reais para reparação dos danos às sedes dos Três Poderes; dois militares foram absolvidos por não terem participado das decisões estratégicas.
  • Zanin mencionou ajustes na dosimetria; Dino acompanhou integralmente o voto de Moraes, e Moraes manteve a linha do relator.

A Primeira Turma do STF formou maioria nesta quinta-feira, 4 de janeiro, para condenar cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal a 16 anos de prisão por omissão durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão envolve Moraes (relator), Dino e Zanin, que votaram pela condenação.

Os ministros defenderam que a omissão dolosa de autoridades responsáveis pela segurança institucional facilitou os atos que invadiram os prédios dos Três Poderes. No mesmo julgamento, ficou acordado que o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins devem ser absolvidos por não terem participado das decisões estratégicas.

O voto de Moraes também prevê o pagamento solidário de 30 milhões de reais por danos causados à depredação das sedes dos Três Poderes, a ser rateado entre os condenados. Dino acompanhou o voto integralmente, enquanto Zanin divergiu em pontos de dosimetria, mas aderiu aos termos do voto do relator em conjunto. A ministra Cármen Lúcia pode se pronunciar até sexta, no plenário virtual.

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