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STF e Alcolumbre trabalham para aprovar lei que dificulta impeachment

STF restringe impeachment de ministros; Legislativo e Judiciário negociam nova Lei do Impeachment (PL 1.388/2023) para ampliar prerrogativas de autoridades

Alcolumbre sinalizou que sua resposta passará pela articulação com líderes partidários para acelerar propostas legislativas já existentes que reforcem as prerrogativas do Senado e do Congresso (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Arquivo)
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  • O Supremo Tribunal Federal, por meio de liminar do ministro Gilmar Mendes, restringiu a abertura de impeachment de ministros e elevou o quórum para denúncias.
  • Movimentos de bastidores indicam acordo entre Legislativo e Judiciário para aprovar uma nova Lei do Impeachment (PL 1.388/2023) com proteção a autoridades, com influência de Rodrigo Pacheco e Ricardo Lewandowski.
  • Gilmar Mendes sustentou que a Constituição de 1988 não recepcionou dispositivos da Lei do Impeachment de 1950, determinando que apenas o Procurador-Geral da República pode propor impeachment de ministros do Supremo; decisão pode ser confirmada entre 12 e 19 de dezembro.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou prioridade a projetos existentes para reforçar prerrogativas do Legislativo, convocando líderes para avaliar as propostas em tramitação.
  • A oposição acompanha PECs e propostas que buscam restabelecer regras anteriores ou limitar decisões monocráticas do Supremo, enquanto analistas alertam para riscos de esvaziar a atuação do Congresso diante da liminar.

O STF, em decisão de Gilmar Mendes, restringiu a abertura de impeachment de ministros, elevou o quorum e acendeu o debate sobre a necessidade de uma nova norma. A medida impacta a forma como denúncias contra magistrados são recebidas, ampliando o papel da PGR e limitando ações de parlamentares.

Movimentos de bastidores indicam acordo entre Legislativo e Judiciário para aprovar uma nova Lei do Impeachment (PL 1388/2023). A proposta, elaborada por uma comissão de juristas liderada por Ricardo Lewandowski, e enviada por Rodrigo Pacheco, visa atualizar a Lei 1.079/1950 com dispositivos de proteção a autoridades.

Novo compasso entre poderes

A pauta é vista como tentativa de compatibilizar a prática com o ambiente político atual, mantendo o STF com prerrogativas de interpretação. Gilmar Mendes sustenta que a Constituição de 1988 não recepcionou integralmente a lei de 1950, e que apenas a PGR poderia propor impeachment de ministros, conforme liminar. A decisão aguarda confirmação no plenário virtual entre 12 e 19 de dezembro.

Alcolumbre sinaliza prioridade a propostas já em tramitação, buscando agilizar temas que reforcem prerrogativas do Senado. Em discurso, o presidente do Senado indicou reunião de líderes para avaliar projetos em curso, incluindo medidas que limitem decisões monocráticas do STF. A agenda envolve também propostas para restabelecer parte da Lei do Impeachment.

Reações e perspectivas

Analistas destacam risco de esvaziamento de ações populares e temem que o Congresso acabe sendo criado por um acordo de bastidores. A oposição sustenta que PECs e emendas não substituem a necessidade de regras claras para responsabilização de autoridades. Juristas divergem sobre a efetividade de ajustes legislativos frente à liminar.

Especialistas ressaltam que qualquer mudança depende de consenso entre Poderes e da atuação do presidente da Câmara, além de eventuais articulações diretas com o Senado. A discussão envolve a legalidade, a legitimidade institucional e o equilíbrio entre freios e contrapesos na República.

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