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Britânico aposentado deve devolver £25.000 por erro no plano de pensão

Servidor público aposentado é obrigado a devolver £25 mil após erros desde 2014; Capita assume o contrato de gestão, provocando debate sobre recuperação e impacto financeiro

The Cabinet Office says it has a duty to recover public money paid out in error, including civil service pensions.
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  • Derek Ritchie, de 63 anos, foi obrigado a devolver £25 mil em pensões pagas a mais desde 2014, com ameaça de ação legal e redução de renda de 13%, podendo chegar a mais 15% caso haja acordo de pagamento.
  • Os pagamentos em excesso decorrem de erros administrativos em gestão terceirizada de pensões; a MyCSP administra as pensões do governo britânico e admitiu, em 2019, tentar recuperar £2,7 milhões de pensionistas.
  • Capita passou a gerenciar o esquema nesta semana, após críticas parlamentares sobre o desempenho da empresa terceirizada e um relatório da comissão de contas públicas que apontou falhas no serviço.
  • Ritchie, que se aposentou precocemente em 2014 do Ministério da Defesa, diz que terá de voltar a trabalhar em tempo integral para pagar a dívida, e que não recebeu explicação clara sobre o erro.
  • O governo afirma seguir diretrizes rígidas para a recuperação de pagamentos indevidos, buscando evitar onerar pensionistas, mas reconhece a obrigação de recuperar recursos públicos.

Derek Ritchie, um ex-servidor civil, foi informado em março de 2024 de que recebeu pagamentos de pensão indevidos desde 2014, totalizando 25 mil libras. A cobrança veio via os administradores do regime, que apresentaram um pedido de reembolso e a possibilidade de parcelamento. O caso, que envolve centenas de pensionistas, reacende o debate sobre a gestão de pensões terceirizadas.

O montante é fruto de erros administrativos na gestão de pensões ocidentalizadas, com a empresa MyCSP respondendo pela administração em nome do Cabinet Office. A instituição reconheceu ter tentado recuperar milhões de libras de sobrepagamentos desde 2019, em meio a uma revisão ampla designada pelo governo. Ritchie recebeu a orientação de quitar o valor mediante transferência bancária ou parcelas.

Após três meses, houve ameaça de ação legal caso o reembolso não fosse iniciado. O retire de 11 anos impacta a vida financeira de Ritchie, que já lida com depressão e ansiedade. Ele afirma ter tomado decisões baseadas nos valores recebidos e teme dificuldades significativas caso a dívida permaneça.

Mudança de gestor da pensão

Capita assumiu recentemente o contrato de gestão da pensão civil, substituindo a MyCSP. A transição ocorre no contexto de críticas parlamentares sobre o nível de serviço e a transferência do contrato de gestão, que envolveu uma cifra de 239 milhões de libras. A mudança já é analisada pelos órgãos de fiscalização.

O gabinete do Cabinet Office reconhece a necessidade de recuperar recursos públicos, mantendo, ao mesmo tempo, a flexibilidade para reduzir o peso sobre pensionistas. Um porta-voz informou que as diretrizes para recuperação de sobrepagamentos são rigorosas e visam minimizar encargos aos beneficiários, sempre que possível.

Contexto e desdobramentos

O caso de Ritchie se soma a um panorama em que erros contínuos na administração de pensões terceirizadas foram apontados por comissões parlamentares. O relatório do Comitê de Contas Públicas enfatizou falhas de serviço e sugeriu que a gestão deveria retornar a um modelo interno do governo. A situação acelera o escrutínio sobre a política de terceirização do regime.

Ritchie, que havia se planejado para reduzir a jornada de trabalho e eventualmente se aposentar plenamente em 2027, afirma não ter condições de prever se os valores reavaliados estarão corretos. Ele aponta que a regra governamental busca manter o titular na posição em que estaria se o erro não tivesse ocorrido, o que não corresponde, segundo ele, à realidade de sua trajetória financeira.

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