- O Ministério Público Federal instaurou inquérito no Rio para apurar possível participação de agentes da Polícia Federal no vazamento de informações sobre a operação Zargun, que mirou líderes do Comando Vermelho, entre eles o deputado estadual TH Joias (sem partido).
- O procedimento foi aberto a pedido do procurador Eduardo Benones e investiga obstrução de justiça, violação de segredo profissional e outras condutas, com possível reincidência de vazamentos sigilosos.
- Na quinta-feira, a Polícia Federal prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Rodrigo Bacellar (União), sob a alegação de vazamento de informações sigilosas da operação Zargun.
- O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão de Bacellar, destacando gravidade das condutas, risco de fuga e interferência na produção de provas, e determinou o afastamento dele da presidência da Alerj.
- Conforme o relato, na véspera da operação, a casa de TH Joias foi esvaziada; no dia seguinte, Bacellar enviou a TH uma foto do sistema de segurança da residência, orientando a remover objetos de interesse, o que indicaria encobrimento.
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro instaurou nesta sexta-feira 5 um inquérito para apurar a possível participação de agentes da Polícia Federal no vazamento de informações sobre a operação Zargun, que mirou líderes do Comando Vermelho no estado. O foco é obstrução de justiça, violação de segredo profissional e outras condutas que possam ter ocorrido.
O inquérito foi aberto a pedido do procurador Eduardo Benones, que comanda o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial no Rio. O MPF aponta a possibilidade de reincidência de vazamentos sigilosos por membros da PF, com base em dados já avaliados em investigações anteriores.
Na quinta-feira, a PF prendeu Rodrigo Bacellar, deputado estadual pelo União, sob a acusação de ter vazado informações da Operação Zargun. TH Joias, líder do Comando Vermelho, foi preso juntamente com outros suspeitos ligados à facção. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo as apurações, na véspera da operação a casa de TH Joias foi esvaziada. No dia seguinte, ao cumprir mandado de busca e apreensão, a PF encontrou uma foto enviada pelo deputado Bacellar ao acusado, exibindo o sistema de segurança do imóvel. Autores apontaram que a mensagem indicou objetos de interesse para as investigações.
O ministro Moraes revelou que Bacellar orientou TH Joias a remover itens relevantes para as investigações, configurando possível encobrimento. A autoridade afirmou que as práticas de Bacellar são gravíssimas e justificariam prisões para preservar a ordem pública e a coleta de provas.
Moraes também destacou fortes indícios de participação de Bacellar em organização criminosa. Com a decisão de prisão preventiva, o ministro justificou o risco de fuga e a interferência na produção de provas relacionadas ao esquema envolvendo o Comando Vermelho, levando ao afastamento do deputado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio.
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