- A Procuradoria-Geral informou que Jonathan Bullock, Julia Reid e Steven Woolfe seguiram o roteiro de Nathan Gill em entrevistas à 112 Ukraine, em março de 2019.
- Ao todo, pelo menos oito eurodeputados eleitos pelo Ukip ou pelo Brexit party estão sob investigação por supostas instruções dadas por Gill a fim de atender a interesses russos.
- Gill foi preso no mês passado; não há evidências de que os três citados tenham cometido crimes ou soubessem que Gill recebia pagamentos para promover interesses russos.
- A polícia continua a investigação; o Partido Trabalhista pediu que Farage coopere e se apresente às autoridades para esclarecer o caso.
- Outros nomes já mencionados nos documentos incluem David Coburn, Jonathan Arnott, Alex Phillips e James Wells, ligados a pagamentos e ligações com o que a imprensa descreve como canal pró-Rússia.
A Crown Prosecution Service (CPS) informou que três novos MEPs britânicos, ligados ao bloco de Nigel Farage, teriam seguido o roteiro repassado a Nathan Gill pelo suposto financiador russo. Os relatos envolvem entrevistas dadas a 112 Ukraine, canal pró-Rússia, em março de 2019.
A CPS identificou Jonathan Bullock, Julia Reid e Steven Woolfe como quem repetiu as falas de Gill, conforme documentos do caso Gill. Ao todo, pelo menos oito MEPs eleitos pelo Ukip ou pelo Brexit party são citados em investigações anteriores.
Gill foi preso no mês passado, enquanto a polícia continua a investigar vínculos entre membros do grupo e interesses russos. Não há indicativos de crime concreto cometido pelos três nomes citados pela CPS.
Atualização sobre a investigação
O movimento de Farage é alvo de críticas de oponentes e de pedidos de cooperação com as autoridades. O Labour pediu que Farage colabore com a polícia e participe de entrevistas para esclarecer ligações pró-Rússia no grupo Reform UK.
Outros MEPs, como David Coburn, também foram mencionados em mensagens envolvendo o caso. Coburn negou ter recebido pagamentos e disse estar disposto a cooperar com as autoridades.
Ainda não houve conclusão sobre a participação criminal dos envolvidos. A polícia segue analisando mensagens, registros e entrevistas para entender o alcance das supostas instruções recebidas por Gill.
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