- O Parlamento Europeu aprovou, por 355 a 247, a proibição de nomes relacionados à carne em produtos vegetais, vetando termos como “steak”, “burger” e “sausage”.
- A medida pretende impedir o uso de termos genéricos para descrever alimentos à base de plantas, com alternativas menos comuns sugeridas, como “discos” ou “tubos”.
- Paul McCartney juntou-se a oito MPs britânicos ao escrever à Comissão Europeia pedindo a rejeição da proibição, argumentando que a norma resolveria um problema inexistente e atrasaria metas climáticas.
- A carta aponta que a regra pode impactar o mercado do Reino Unido devido à interligação regulatória com a UE, mesmo após o Brexit.
- O tema faz parte de um histórico de campanhas de alimentação à base de plantas, que envolve figuras públicas e movimentos como Meat Free Monday, gerando forte debate entre setores agrícolas e de proteína animal.
O Parlamento Europeu aprovou uma medida para proibir o uso de nomes relacionados à carne em produtos vegetais, em uma votação de 355 votos a favor e 247 contrários. A regra tende a impedir termos como meat-related em itens de origem vegetal.
A proposta visa banir expressões como steak, burger, sausage ou escalopes quando usadas para descrever alimentos à base de plantas. A aprovação ocorreu em outubro, com o plenário em Bruxelas/Strasbourg, gerando debate sobre impactos no mercado e na clareza para consumidores.
Além dos debates legais, o movimento ganhou apoio público internacional. Paul McCartney se juntou a oito MPs britânicos em uma carta à Comissão Europeia pedindo a rejeição da proibição, argumentando que a medida não resolve um problema real e pode atrasar metas climáticas.
Carta conjunta de McCartney e deputados britânicos
Segundo os signatários, a norma europeia pode exigir mudanças também no Reino Unido, dada a interligação entre os mercados e a regulação, mesmo após o Brexit. A carta sustenta que termos como burger ou sausage podem ter significados amplamente reconhecidos, não devendo ser substituídos por rótulos menos atrativos.
O grupo de signatários inclui figuras como Jeremy Corbyn, Carla Denyer e Adrian Ramsay. A crítica central é de que a proibição criaria distorções de mercado e confundiria consumidores, sem demonstrar ganho ambiental direto, conforme apontam os autores. Fontes indicam que o lobbying envolve diferentes setores, incluindo agricultura e distribuição de carnes.
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