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Presidente do STJ afirma que juiz falante perde legitimidade e defende contenção

Presidente do STJ defende contenção de magistrados diante da imprensa, cita falhas éticas de poucos, remuneração compatível e baixa representatividade

Presidente do STJ. ministro Herman Benjamin. (Foto: Gustavo Lima/STJ)
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  • O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, afirmou que magistrados devem ser contidos na relação com a imprensa e com o público, para manter a legitimidade.
  • Ele disse que um “juiz falante” tende a perder parte da sua legitimidade e que o diálogo com a sociedade deve ser exceção, não rotina.
  • Benjamin reconheceu a possibilidade de alguns poucos servidores agirem de forma inadequada e disse que o dano causado por isso é enorme.
  • O ministro defendeu salários compatíveis com a complexidade da função, para assegurar a qualidade da Justiça.
  • Ele apontou a baixa representatividade no STJ, com 33 ministros apenas 2 negros e 6 mulheres, responsabilizando a instituição pela diversidade, em contraste com a leitura sobre o STF.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, defendeu que magistrados adotem contenção na relação com a imprensa e o público para manter a legitimidade da Corte. Em entrevista ao Poder360, ele diz que um juiz excessivamente falante pode perder parte de sua credibilidade.

Na visão dele, o silêncio ou a moderação conferem autoridade e imparcialidade, valores centrais da magistratura. O diálogo com a sociedade, segundo Benjamin, deve ocorrer apenas como exceção, para preservar a neutralidade institucional.

A direção do STJ, segundo o ministro, não pode transformar o jornalismo em palco de disputas. A fala dele ocorre em meio ao debate sobre politização da Justiça e a credibilidade das decisões no ambiente midiático.

Desafios éticos e representatividade

Benjamin reconheceu que, em uma corte com mais de 5 mil servidores, há risco de condutas inadequadas que podem causar danos significativos à imagem institucional.

Ele também enfatizou a necessidade de remuneração compatível com a complexidade da função, para assegurar qualidade e independência do Judiciário diante da sociedade.

Ainda, o ministro indicou dificuldade do STJ em refletir a diversidade da população, apontando 2 negros e 6 mulheres entre 33 ministros, e ressaltou que a instituição precisa lidar com esse desequilíbrio.

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