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Centro-direita rejeita projeto Flávio e, sem Jair, vê caminho para candidatura

Com Jair fora da disputa, centro-direita rejeita Flávio e mira candidatura própria, com foco em Tarcísio, em montagem de blocos nos próximos sessenta dias

1 de 1Senador Flávio Bolsonaro — Foto: REUTERS/Adriano Machado
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  • A centro-direita rejeita o projeto de Flávio Bolsonaro e, sem Jair Bolsonaro, vê espaço para construir uma candidatura própria sem nomes da família.
  • O foco passa a ser Tarcísio e a montagem de blocos políticos nos próximos sessenta dias.
  • A família Bolsonaro fica isolada, dedicada a um suposto “modo desespero” para manter influência, segundo o relatório.
  • Líderes do centro e da direita consideram possível montar uma chapa competitiva sem a presença de Bolsonaro.
  • A estratégia é organizar as peças do campo e definir candidaturas até o prazo de dois meses.

A centro-direita rejeita o projeto de Flávio Bolsonaro e, com Jair Bolsonaro ausente da disputa, passa a ver espaço para construir uma candidatura própria. A leitura surge após anúncios recentes de Flávio sobre a intenção de disputar a Presidência em 2026.

Líderes do centro e da direita afirmam não ver viável embarcar no projeto encabeçado por Flávio, eleito pelo PL do Rio de Janeiro. Argumentam que a mensagem principal do anúncio foi a de que o pai não concorre mais neste ciclo. A posição contrasta com a estratégia de Jair Bolsonaro, que segue afastado da corrida desde sua prisão.

Para o grupo, a construção de uma chapa competitiva depende de nomes próprios de fora da família, com foco em consolidar blocos políticos nos próximos 60 dias. A ideia é manter Jair Bolsonaro em isolamento e abrir espaço para uma candidatura articulada pelo campo de centro-direita.

Cruzando caminhos com Tarcísio

No centro-direita, aponta-se que apenas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surge como possível peça central para uma candidatura sem a participação de nomes da família Bolsonaro. A estratégia envolve alianças entre partidos e a formação de blocos que apoiem uma candidatura própria, sem dependência de Flávio.

A movimentação busca definição de cargos e apoios, além de alinhamento programático entre legendas, com o objetivo de fechar uma chapa nos próximos 60 dias. A família Bolsonaro permanece afastada, segundo a leitura de integrantes do espectro político.

Dados de opinião

Segundo levantamento do Datafolha, Lula mantém vantagem com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro figura com 18%. Os números são usados para embasar a estratégia de compor uma base competitiva sem dependência de nomes da família.

A leitura entre assessores é de que o centro-direita precisa consolidar mensagens e alianças para apresentar uma frente capaz de enfrentar o cenário atual, sem a participação direta de Jair ou Flávio Bolsonaro na cabeça da chapa.

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