Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PL antifacção: diferenças entre texto aprovado pela Câmara e proposta no Senado

Senado retoma facção criminosa, reduz penas mínimas para quinze a trinta anos, cria taxa sobre apostas para o FNSP e restaura o júri, com alterações em voto e auxílio-reclusão

Sessão do Congresso que analisa LDO de 2026 — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
0:00
Carregando...
0:00
  • Senado retoma o conceito de facção criminosa e abandona a ideia de organização criminosa ultraviolenta, para incluir violência digital e infiltração no poder.
  • Penas mínimas: Câmara propõe 20 a 40 anos para envolvidos; Senado aponta 15 a 30 anos, com o dobro para lideranças.
  • Financiamento: Câmara defende divisão de bens confiscados; Senado cria taxa sobre apostas para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública, com arrecadação estimada de até R$ 30 bilhões.
  • Julgamento: Câmara previa julgamento de crimes contra a vida por juízes; Senado restabelece a competência do tribunal do júri.
  • Voto e auxílio-reclusão: Câmara proíbe presos ligados a facções de votar e de receber auxílio-reclusão; Senado retira essas vedações, citando questões constitucionais.

O Senado abriu nova rodada de debates sobre o PL Antifacção, projeto do governo Lula, com mudanças trazidas por um parecer do relator Alessandro Vieira. Na quarta-feira (3), líderes apresentaram um texto que reintroduz a expressão facção criminosa e afrouxa alguns dispositivos da versão da Câmara.

Entre os pontos em disputa, está a definição de organização criminosa ultraviolenta vs facção criminosa. O Senado retomou o conceito original proposto pelo Executivo, defendendo que o combate envolve ações além da violência física, como crime digital e infiltração no poder público.

Outros itens-chave: houve ajuste nas penas mínimas, de 15 a 30 anos, com o dobro para lideranças; criação de uma taxa sobre apostas para financiar o FNSP; mudanças no julgamento, com retorno ao júri em alguns casos; e flexibilização de voto e auxílio-reclusão para presos ligados às facções.

Principais mudanças

A Câmara havia adotado penas mínimas de 20 a 40 anos e endurecido para lideranças. O Senado aponta 15 a 30 anos, com aumento para lideranças. A ideia de tributos sobre apostas pode arrecadar até R$ 30 bilhões para o FNSP, aumentando participação estadual.

Quanto ao julgamento, a Câmara previa tirar crimes contra a vida do foro do júri em certos casos, levando para juízes. O Senado restabelece o tribunal do júri em parte dos casos, mantendo o peso do processo popular.

No capítulo financeiro, Derrite propunha dividir bens confiscados entre União e Estados; Vieira propõe destiná-los ao FNSP, com maior participação dos estados. Sobre voto e auxílio-reclusão, Derrite proibiria ambos; Vieira sustenta que são questões constitucionais e não podem ser alteradas por lei comum.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais