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Sarkozy afirma que o RN não representa perigo para a França

Em livro lançado nesta semana, Sarkozy afirma que o RN não é ameaça e não apoiará frente unida contra Le Pen, propondo convergência da direita sem exclusões

Former French president Nicolas Sarkozy. Photograph: Julien de Rosa/AFP/Getty Images
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  • Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, cumpriu vinte dias de detenção por conspiração criminal; o livro The Diary of a Prisoner, lançado nesta semana, relata esse período.
  • No livro, ele afirma que o National Rally (RN), de Marine Le Pen, não é um perigo para o país e que não apoiaria uma frente unida contra Le Pen, defendendo uma direita ampla sem exclusões.
  • Diz que muitos antigos apoiadores dele podem hoje votar em Le Pen e que a reconstrução da direita passa por uma convergência sem restrições, mesmo que seja um processo longo.
  • Relata receber correspondência de aliados e ter recebido visitas de figuras internacionais na prisão, incluindo o pedido de visita do embaixador dos Estados Unidos, Charles Kushner, e cartas de apoio de Sébastien Chenu, colega do RN.
  • A publicação ocorre em meio a debates sobre as candidaturas de Le Pen para 2027, com Bardella possivelmente substituindo-a, e a crise judicial que envolve a liderança do RN.

Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, esteve preso recentemente por fraude e conspiração, tornando-se o primeiro mandatário moderno a cumprir prisão. Em seu novo livro, The Diary of a Prisoner, ele apresenta reflexões sobre o período atrás das grades e sobre seus apoiadores.

O livro, escrito à mão em uma mesa simples na prisão, relata que Sarkozy cumpriu 20 dias de pena e aguarda recurso. O conteúdo aborda a relação com Marine Le Pen e a configuração da direita francesa, incluindo a ideia de convergência sem exclusões.

Segundo o autor, o partido de Le Pen, o RN, não é um perigo para a França e não apoiará um frente unida contra ela no pleito seguinte. O texto sugere que a direita deve se reconstruir com aliados variados, sem abrir mão de princípios.

RN, Le Pen e a construção da direita

Sarkozy afirma que muitos de seus antigos apoiadores podem votar em Le Pen, o que ele entende como sinal de mudança no espectro político. O ex-chefe de Estado comenta ainda que houve correspondência de aliados e visitas de personalidades internacionais durante a prisão.

Entre os relatos, o ex-presidente menciona o apoio de Sébastien Chenu, deputado e aliado próximo de Le Pen, que teria enviado cartas de suporte semanais. O livro também menciona visitas solicitadas por autoridades estrangeiras durante o período de cárcere.

A respeito da situação judicial de Le Pen, Sarkozy observa que ela foi impedida de concorrer, após condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O caso pode influenciar decisões sobre a candidatura presidencial de 2027.

Conforme trechos publicados, Kushner, atual embaixador dos EUA na França, pediu para visitar Sarkozy na prisão. Segundo a imprensa, o encontro ocorreu após a libertação do ex-presidente, com justificativa de respeito institucional.

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