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Alerj decide sobre a prisão de Bacellar, sob determinação de Moraes

Alerj vota pela revogação da prisão de Rodrigo Bacellar, por quarenta e um a favor, vinte e dois contra e duas abstenções; investigações apontam obstrução policial ligada a TH Joias

Rodrigo Bacellar, preso por vazar informações sobre Operação da PF, pode ser solto pelos colegas de Alerj. Foto: Thiago Lontra/Alerj
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  • A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro revogou nesta segunda-feira a prisão do presidente Rodrigo Bacellar (União) por 41 votos a favor, 22 contra e duas abstenções.
  • A decisão ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ter determinado a prisão, com base no artigo 53, § 2º da Constituição, que autoriza prisões de deputados após diploma com envio dos autos à casa para decisão.
  • A Alerj informou que comunicará ao STF o resultado da deliberação.
  • Segundo investigações, há indícios de que Bacellar participou da obstrução de operações policiais e de atrapalhar mandados contra Thiago dos Santos Silva, o TH Joias, aliado do Comando Vermelho.
  • Durante a sessão, deputados contrários e favoráveis à prisão discutiram o tema, com acusações entre os lados.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta segunda-feira 8 revogar a prisão de seu presidente, Rodrigo Bacellar (União). A votação ficou em 41 votos a favor, 22 contra e duas abstenções. A medida altera decisão anterior do STF, que determinou a prisão com base no art. 53, §2º da CF.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o dispositivo autoriza que, nesses casos, os autos sejam enviados à Casa para decisão por maioria, aplicando-se aos deputados estaduais. Alerj informou que comunicará o STF sobre o resultado da deliberação.

Investigações e desdobramentos

As investigações apontam indícios de que Bacellar participou da obstrução de operações policiais e colaborou para atrapalhar mandados contra TH Joias, apontado como aliado do Comando Vermelho. Durante a sessão, deputados divergiram sobre a decisão.

Carlos Minc (PSB) defendeu manter a prisão, afirmando que é necessário cortar ligações com o crime organizado. Renan Jordy (PL) criticou a relação com TH Joias, sugerindo que o passado de violações não deveria ser ignorado. A pauta foi debatida entre os parlamentares sem mudanças adicionais na ordem judicial.

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