- Vídeo mostra Brigitte Macron usando insulto misógino backstage com Ary Abittan no Folies Bergère, em Paris, antes de ele subir ao palco.
- Na véspera, ativistas feministas interromperam o show de Abittan com vaias, chamando-o de “rapista”.
- O escritório da primeira-dama afirmou que a intenção era acalmar o artista, que disse estar com medo; não houve ataque à causa, segundo a nota.
- Nous Toutes afirmou que o protesto denuncia a impunidade em violência sexual; críticos discutem privacidade e hipocrisia.
- A investigação de estupro envolvendo Abittan, aberta em 2021, foi encerrada em 2024 por falta de provas, decisão mantida em apelação neste ano; opositores e parte da imprensa comentaram o episódio de forma crítica.
Brigitte Macron aparece em vídeo tratando de forma pejorativa as manifestantes feministas backstage, antes de o ator Ary Abittan subir ao palco do Folies Bergère, em Paris. A cena ocorreu após protestos na véspera que questionaram alegações de violência sexual contra Abittan. O episódio ganha contorno em meio a debates sobre liberdade de expressão e proteção de vítimas.
O material mostra a primeira-dama tratando com subtexto ofensivo as ativistas, enquanto conversa com Abittan, que relatava estar com medo antes da apresentação. O escritório de Brigitte Macron afirmou que a intenção foi acalmar o artista, não atacar qualquer causa. A matéria levanta ainda a discussão sobre privacidade e comportamento de figuras públicas.
Contexto legal recente indica que a investigação envolvendo Abittan por suposto estupro foi encerrada em 2024 por insuficiência de provas, decisão confirmada em apelação no início deste ano. O caso gerou reação de setores políticos e de advocacy em defesa das vítimas, incluindo o grupo Nous Toutes.
Reações e desdobramentos
Críticos à direita associaram o episódio a hipocrisia política, enquanto opositores destacaram a privacidade de Brigitte Macron em situações privadas. Parlamentares de diferentes espectros chamaram à responsabilidade, sem formalizar pedidos de retratação oficiais até o momento.
As críticas também chegaram aos defensores de vítimas, que reiteraram a importância de denunciaturas e a memória de casos já julgados. A história permanece em acompanhamento, com novas declarações possíveis de atores envolvidos e outras avaliações públicas.
Entre na conversa da comunidade