- A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou a convocação de Rodrigo Bacellar para explicar suspeitas de vazamento de informações sigilosas de operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho.
- A prisão de Bacellar pela Câmara estadual foi anulada pela Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, mas ele ainda deve depor na CPI.
- Alerj também convidou o ex-governador Anthony Garotinho; o convite não é obrigatório e não há data definida.
- A decisão de convocação ocorreu um dia após o Legislativo fluminense revogar a prisão por 42 votos a favor e 21 contrários.
- Bacellar é investigado por supostamente adiantar detalhes de ação da PF contra TH Joias; a defesa nega envolvimento e afirma que as acusações não se sustentam.
A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta terça-feira, a convocação de Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para esclarecer suspeitas de vazamento de informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho. A decisão ocorreu um dia após a própria Alerj revogar a prisão contra Bacellar por 42 votos a 21.
Na prática, Bacellar permanece obrigado a depor na CPI, já que foi formalmente convocado. A prisão dele foi anulada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, que classificou o ato como inconstitucional, mas não afastou a necessidade de colaboração com as investigações.
A apuração envolve relatos de supostos antecipos de detalhes de ação da PF contra TH Joias, ex-parlamentar ligado à facção criminosa. A defesa de Bacellar nega envolvimento e sustenta que as acusações não se sustentam, segundo o requerimento da CPI.
Além de Bacellar, a CCPI aprovou o convite ao ex-governador Anthony Garotinho, que comandou o estado entre 1999 e 2002. O convite não é obrigatório e ainda não tem data definida para ocorrer, conforme anunciado pelo colegiado.
A decisão da CPI também aponta a necessidade de diagnóstico sobre infiltração do crime organizado e avaliação das políticas públicas de prevenção à lavagem de dinheiro. As informações oficiais destacam que o objetivo é apurar fatos com base em dados concretos.
Não houve confirmação de novas datas para depoimentos. Enquanto Bacellar deve depor, Garotinho permanece no radar da comissão, que trabalha com base em denúncias e investigações em curso no âmbito estadual e federal.
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