- O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou ordem executiva que designa a CAIR (Conselho Americano de Relações Islâmicas) e a Muslim Brotherhood como organizações terroristas estrangeiras, com efeito imediato.
- A medida acompanha decisão similar do governador do Texas, Greg Abbott, ainda que apenas o governo federal tenha autoridade para classificar organizações como FTO.
- A CAIR negou vínculos com Hamas e com a Muslim Brotherhood e disse que pretende processar a Flórida, assim como já faz em Texas.
- O grupo afirmou que a ordem é um ataque político e busca silenciar muçulmanos que criticam o apoio dos EUA a Israel.
- DeSantis declarou que legisladores da Flórida estão elaborando medidas para impedir a sharia, com o objetivo de proteger os floridianos contra a CAIR e a Muslim Brotherhood.
Ron DeSantis assinou nesta segunda-feira uma ordem executiva que designa o CAIR – Council on American-Islamic Relations – Florida e a Irmãos Muçulmanos como organizações terroristas estrangeiras. O decreto entra em vigor de imediato.
A ação replica medida semelhante tomada pelo governador do Texas, Greg Abbott, em novembro. Em ambos os casos, as autoridades afirmam buscar impedir atividades ilegais e restringir apoio a tais entidades. Nem CAIR nem a Irmandade Muçulmana aparecem na lista oficial de FTOs do governo federal.
CAIR sustenta que o decreto é um ato de islamofobia e promete contestação judicial. A organização afirma defender direitos civis, liberdade religiosa e justiça para todos, inclusive para as comunidades palestinas. Ainda há acusações de desvio de recursos públicos para fins políticos.
Reação, impacto jurídico e próximos passos
DeSantis afirma que a ordem orienta órgãos estaduais a adotar medidas legais para impedir atividades ilícitas envolvendo CAIR e a Irmandade Muçulmana, inclusive negando privilégios ou financiamento. Ele citou necessidade de conter a sharia como tema de legislação estadual.
Em resposta, CAIR Florida e a entidade nacional disseram que a ordem serve para atingir cidadãos americanos e muçulmanos que criticam o apoio dos EUA a Israel. A organização confirma que pretende processar a Flórida, assim como já fez no Texas.
Parlamentares estaduais sinalizam que vão redigir leis para conter o que chamam de influência de tais organizações. A eventual legislação pode mirar políticas públicas, atividades educacionais e serviços prestados a comunidades. Outros desdobramentos legais ainda são aguardados.
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