- O projeto American Music Fairness Act propõe que rádios paguem artistas pela utilização de suas gravações, além dos compositores.
- Gene Simmons testemunhou perante uma subcomissão do Senado defendendo o AMFA e dizendo que o sistema atual trata artistas como “piores que escravos”, citando Sinatra, Crosby e Elvis.
- George Strait, questionado durante o testemunho, não sabia que não recebia royalties pelos plays; Simmons destacou esse ponto ao longo da audiência.
- O apoio ao AMFA veio de Michael Huppe e de artistas como David Byrne e Boyz II Men; Henry Hinton alertou sobre custos para rádios locais.
- A audiência apontou que rádios podem enfrentar novas taxas; países como Rússia e China remuneram performers; resistência pode vir de proprietários de estações.
O músico Gene Simmons participou de uma audiência de uma subcomissão do Senado para defender o American Music Fairness Act (AMFA). O objetivo é mudar o atual regime de remuneração de rádio para incluir pagamentos aos artistas que performaram as faixas, não apenas aos compositores. O debate ocorreu nos EUA, com Simmons destacando casos históricos de artistas que nunca receberam royalties pelo uso de suas performances no rádio.
A oitiva contou com a participação de Michael Huppe, presidente da SoundExchange, instituição responsável pela arrecadação de direitos digitais. A defesa do AMFA ganhou apoio de artistas como David Byrne e Boyz II Men, além de outras personalidades da indústria musical. Um ponto de atenção foi a percepção de custos para as rádios locais, segundo críticos ouvidos na sessão.
O que está em jogo
Durante o depoimento, Simmons afirmou que o atual sistema é injusto e que grandes nomes da música, como Frank Sinatra, Bing Crosby e Elvis Presley, nunca foram remunerados pela repetição de suas gravações no rádio. Ele mencionou ainda que o músico George Strait não tinha consciência de não ter recebido royalties por suas músicas em rádio. A defesa argumenta que a mudança alinhará o país a modelos de remuneração já adotados por outras nações.
Impactos e resistência
A audiência indicou que rádios podem enfrentar novas taxas caso o AMFA seja aprovado. A resistência estaria principalmente entre proprietários de estações, que asseguram impactos econômicos locais. Defensores do projeto ressaltam que a medida criaria equilíbrio entre artistas e compositores em plataformas tradicionais de transmissão.
Contexto internacional e histórico
O debate coloca em evidência diferenças globais na remuneração por radiodifusão. Países como Rússia e China já remuneram performers, em contraste com o modelo norte-americano atual. A proposta busca igualar direitos entre quem compôs a música e quem a executou em palco ou no estúdio.
Perspectivas na prática
Além de Simmons e Huppe, outros artistas e gestores apoiam o AMFA, enquanto críticos persistem em ressalvas sobre custos para emissoras. A votação ou avanço legislativo ainda depende de futuras audiências e de negociações entre representantes da indústria musical e reguladores de radiodifusão.
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