- O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Mauro Cid escreveu e apresentou aos comandantes a “minuta do golpe”.
- Segundo a defesa, Cid enviou a minuta entre celulares e também escreveu a carta aos comandantes, buscando a delação para ocultar autoria.
- Chiquini sustenta que Cid controlou a narrativa envolvendo Filipe Martins, sendo “muito mais do que um delator”.
- A defesa exibiu slides com uma lista provisória de viagens, alegando que Cid forneceu o documento editável na delação para comprovar controle das informações.
- Alega ainda que a Polícia Federal pediu a prisão de Filipe Martins e critica que o delegado utilizou um documento provisório para sustentar a investigação.
O advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa do ex-assessor Filipe Martins, afirmou nesta sustentação oral que o tenente-coronel Mauro Cid redigiu e apresentou a chamada minuta do golpe aos comandantes das Forças Armadas. Segundo ele, o documento foi enviado entre celulares e o militar escreveu também a carta aos comandantes. A defesa sustenta ainda que Cid buscou a delação premiada para ocultar a autoria.
Chiquini alega que a minuta pertence a Mauro Cid e não a Martins, ressaltando que o material foi encontrado no computador do delator e que houve envio entre dispositivos do próprio militar. O advogado afirma que Cid controlaria a narrativa envolvendo Filipe Martins, classificando-a como mais que um relato de delação.
A defesa aponta que Cid também teria elaborado a lista de viagens apresentada na delação, mantendo o controle de documentos editáveis. Afirmam ainda que a busca pela delação visaria revelar a autoria, o que, segundo eles, colocaria Martins sob investigação indevida. A Polícia Federal pediu a prisão de Filipe Martins, com base em documentos provisórios.
Contexto e desdobramentos
A sustentação envolve a defesa de Martins diante de acusações relacionadas a viagens, minutas e delações. O delegado responsável pela investigação, Fábio Shor, é citado pela defesa como utilizado para sustentar a narrativa atribuída a Mauro Cid. A defesa sustenta que Martins foi preso por uma viagem que não realizou e denunciado por uma minuta que não existe, permanecendo por seis meses preso.
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