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Jeffrey Chiquini diz que Mauro Cid escreveu e apresentou minuta do golpe

Advogado de Filipe Martins afirma que Mauro Cid escreveu e apresentou a minuta do golpe aos comandantes, e buscou delação para ocultar autoria

Jeffrey Chiquini, advogado do ex-assessor Filipe Martins, durante o julgamento da ação penal nº 2693 (núcleo 2). (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Mauro Cid escreveu e apresentou aos comandantes a “minuta do golpe”.
  • Segundo a defesa, Cid enviou a minuta entre celulares e também escreveu a carta aos comandantes, buscando a delação para ocultar autoria.
  • Chiquini sustenta que Cid controlou a narrativa envolvendo Filipe Martins, sendo “muito mais do que um delator”.
  • A defesa exibiu slides com uma lista provisória de viagens, alegando que Cid forneceu o documento editável na delação para comprovar controle das informações.
  • Alega ainda que a Polícia Federal pediu a prisão de Filipe Martins e critica que o delegado utilizou um documento provisório para sustentar a investigação.

O advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa do ex-assessor Filipe Martins, afirmou nesta sustentação oral que o tenente-coronel Mauro Cid redigiu e apresentou a chamada minuta do golpe aos comandantes das Forças Armadas. Segundo ele, o documento foi enviado entre celulares e o militar escreveu também a carta aos comandantes. A defesa sustenta ainda que Cid buscou a delação premiada para ocultar a autoria.

Chiquini alega que a minuta pertence a Mauro Cid e não a Martins, ressaltando que o material foi encontrado no computador do delator e que houve envio entre dispositivos do próprio militar. O advogado afirma que Cid controlaria a narrativa envolvendo Filipe Martins, classificando-a como mais que um relato de delação.

A defesa aponta que Cid também teria elaborado a lista de viagens apresentada na delação, mantendo o controle de documentos editáveis. Afirmam ainda que a busca pela delação visaria revelar a autoria, o que, segundo eles, colocaria Martins sob investigação indevida. A Polícia Federal pediu a prisão de Filipe Martins, com base em documentos provisórios.

Contexto e desdobramentos

A sustentação envolve a defesa de Martins diante de acusações relacionadas a viagens, minutas e delações. O delegado responsável pela investigação, Fábio Shor, é citado pela defesa como utilizado para sustentar a narrativa atribuída a Mauro Cid. A defesa sustenta que Martins foi preso por uma viagem que não realizou e denunciado por uma minuta que não existe, permanecendo por seis meses preso.

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