- O senador Rodrigo Pacheco afirmou que as críticas a Dias Toffoli são exageradas e não configuram suspeição, defendendo a atuação do ministro no processo.
- O material aponta que Toffoli viajou à final da Copa Libertadores, em Lima, Peru, num jatinho de um empresário, acompanhado de pessoas ligadas ao universo do Master, e o processo foi distribuído ao ministro horas após o embarque.
- O presidente do STF, Edson Fachin, decretou sigilo elevado sobre um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, aumentando o controle de informações sobre o caso.
- Entre os passageiros da viagem estariam Augusto Arruda Botelho, ex-secretário Nacional de Justiça e advogado de um diretor do Master, além de amigo do dono da aeronave, com saída entre 28 e 30 de novembro.
- Pacheco disse que impedimento e suspeição têm disciplina própria nos códigos e que não houve irregularidade na condução do procedimento, considerando correta a tramitação no STF.
O senador Rodrigo Pacheco defende que as críticas ao ministro Dias Toffoli, do STF, por viajar com um advogado ligado ao caso Banco Master são exageradas e não configuram suspeição. Ele afirma que a atuação do ministro não é impedida e classifica as acusações como improcedentes.
Pacheco ressaltou que não há como impor impedimento sem análise dos autos, que não tem acesso. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o senador manteve a visão de que a viagem não compromete a imparcialidade de Toffoli no julgamento do processo.
O caso ganhou repercussão após a revelação de que Toffoli viajou à final da Copa Libertadores em Lima, Peru, acompanhado de um advogado ligado ao Master. A viagem ocorreu dias antes de Toffoli assumir o caso no STF, o que motivou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Segundo informações, o jatinho utilizado pertence a um empresário próximo ao universo do Master. Entre os passageiros estavam Augusto Arruda Botelho, ex-secretário Nacional de Justiça e advogado de um diretor do banco, além de ser amigo do dono da aeronave.
O processo do Master foi distribuído ao ministro horas após o embarque do ministro ao Peru. A coincidência temporal alimentou as especulações sobre a condução judicial do caso e a possível influência de relações prévias.
Em 2 de dezembro, Toffoli decretou sigilo elevado sobre um pedido apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do banco liquidado pelo Banco Central sob suspeita de fraude de 12 bilhões de reais. A medida reforçou o debate sobre transparência e conduta no STF.
O STF já enfrentava discussões sobre código de conduta para a magistratura, provocadas pela aceleração do caso após o acordo de sigilo. Fachin, que preside o tribunal, chegou a acelerar iniciativas de normas de conduta para magistrados.
Pacheco reiterou que a tramitação do processo permanece no STF e que o sigilo está alinhado com a necessidade de proteção de informações sensíveis. O senador destacou que não há irregularidade reconhecida na condução do procedimento até o momento.
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