- O primeiro-ministro Anthony Albanese descreveu Graham Richardson como “homem de muitas facetas” durante o velório em St James’ Church, em Sydney, destacando suas conquistas ambientais e na saúde Aboriginal.
- Richardson foi uma figura central como powerbroker do Labor nas décadas de oitenta e noventa, atuando nos governos Hawke e Keating.
- Como ministro do meio ambiente, ele ajudou a proteger a floresta Daintree e a reduzir o desmatamento de florestas de crescimento antigo na Tasmânia; como ministro da saúde, priorizou a saúde dos povos indígenas.
- O funeral estadual gerou controvérsia: Geoffrey Watson classificou a decisão de conceder funeral de estado como “absolutamente dreadful” e questionou o legado do político.
- Participaram políticos de ambos os lados, ex-primeiros ministros, figuras da mídia e familiares; Richarson teve trajetória marcada por acertos, controvérsias e atuação como comentarista na Sky News.
Graham Richardson, influente operador político do Labor, foi homenageado em funeral estadual realizado em Sydney nesta semana. O ex-senador e ex-ministro apareceu como figura central de debates internos do partido, reconhecido por habilidades de negociação, raízes operárias e atuação em temas ambientais e de saúde Aboriginal.
O premier Anthony Albanese conduziu o velório, em St James’ Church, destacando Richardson como homem de várias facetas. O evento reuniu figuras de ambos os lados do espectro político, além de personalidades da mídia e familiares, em uma cerimônia que misturou elogios e lembranças de controvérsias passadas.
Albanese enfatizou as conquistas ambientais de Richardson, como a proteção da Daintree e a limitação do manejo de florestas de old growth na Tasmânia, bem como seu foco na saúde Aboriginal quando foi ministro da Saúde. O primeiro-ministro ressaltou ainda a importância de seu instinto político e de sua trajetória de origem operária.
Entre os presentes, houve tributos de ex-coalizão e de colegas de governo, incluindo o ex-primeiro-ministro Tony Abbott. Also participaram membros do parlamento e figuras da imprensa, refletindo a atuação posterior de Richardson como comentarista e apresentador de TV. A viúva Amanda agradeceu à igreja pela realização da cerimônia após divergências com outra instituição religiosa.
O funeral estadual suscitou críticas, como as de Geoffrey Watson, que chamou a decisão de inadequada e associou Richardson a denúncias de corrupção em momentos diferentes. Watson citou episódios de 1992, que levaram à saída temporária do Ministério, embora a narrativa oficial tenha destacado o legado político do homenageado.
Diante da diversidade de lembranças, participantes destacaram a habilidade de Richardson em transitar entre círculos diversos e manter o humor característico. Em memória do falecido, houve menção ao livro Whatever It Takes e à longa atuação pública que marcou a vida de Richardson, desde secretário-geral no nível estadual até figura-chave em Canberra.
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