- O governo de Victoria pediu desculpas formais no parlamento, reconhecendo danos causados aos povos aborígenes desde a colonização e anunciando uma nova era de reconciliação e tratados.
- A premiê Jacinta Allan afirmou que decisões do parlamento historicamente negaram direitos e autodeterminação dos First Peoples, reconhecendo danos a terras, águas, culturas e famílias.
- A desculpa surge no contexto do processo de negociação de tratado estadual, ligado ao trabalho de verdade conduzido pela Yoorrook Justice Commission.
- A premiê disse que, com o início de um tratado entre iguais, há espaço para dizer o que deveria ter sido dito há tempos, com pedidos de desculpas a todas as comunidades.
- A posição na Câmara ficou majoritariamente favorável, mas houve oposição de membros do Liberal Party, com reações diversas entre povos aborígenes presentes e parlamentares.
O governo de Victoria pediu desculpas formais ao parlamento pelos abusos históricos praticados contra os povos aborígenes desde a colonização, apontando ações e falhas do estado e da colônia anterior. Em declaração oficial proferida antes do parlamento, a primeira-ministra Jacinta Allan afirmou que as decisões tomadas ao longo da história negaram direitos e autodeterminação aos primeiros povos da região. O anúncio marca o início de uma nova era de reconciliação e de tratativas em curso.
Allan reconheceu que a colonização foi marcada por violência e pela retirada de terras, águas, línguas e culturas, bem como pela separação de famílias. A fala ocorreu no contexto do processo de negociação de tratados em Victoria e após os trabalhos da Comissão de Verdade e Justiça Yoorrook, que ampliaram o conhecimento sobre os impactos do passado. O governo afirmou que, com o tratamento estadual por meio de um tratado, é possível reconhecer as vítimas e abrir espaço para um futuro compartilhado.
A chefe do governo destacou que muitos viVictorianos desconheciam a extensão do dano até o trabalho da Yoorrook. Segundo ela, agora é possível afirmar, com uma negociação entre iguais, o que deveria ter sido dito anteriormente. A mensagem de desculpa foi dirigida aos povos First Nations presentes na galeria e às comunidades de todo o estado.
Contexto e Apresentação da Desculpa
A declaração descreveu a colonização como um processo rápido e violento, justificando as perdas de terras, culturas e famílias como resultado de um design deliberado. O texto enfatizou o compromisso com a verdade, a justiça e a cura, além de ressaltar o papel do tratado como marco de reconciliação e de reconhecimento mútuo entre o estado e as comunidades indígenas.
A oposição dentro do Liberal e alguns parlamentares criticaram a formulação que faz referência ao processo de tratado, enquanto a maioria apoiou a posição do governo. O pedido de desculpas recebeu aprovação na Câmara Baixa, abrindo espaço para o avanço de negociações formais.
Reações e Caminho do Tratado
Parlamentares aborígenes e representantes de comunidades First Nations elogiaram a iniciativa e destacaram a importância de transformar o reconhecimento em ações práticas. A cerimônia de desculpa ocorreu em meio a debates sobre mecanismos de reparação e participação das comunidades nos atos de decisão pública.
O governo informou que o tratado estadual permanece em andamento, com consultas e acordos em curso. A expectativa é de que futuras etapas envolvam participação mútua, transparência sobre processos e monitoramento das medidas de reparação. O tema segue sendo central para a agenda de políticas públicas voltadas aos povos aborígenes no estado.
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