- O advogado Fábio Pagnozzi divulgou vídeo alegando que deputados de centro/direita tentam cassar Carla Zambelli, com mensagens supostamente enviadas a colegas pelo deputado Adilson Barroso.
- A liderança do PL confirmou o envio dessas mensagens, em meio a discurso de que haveria interesse em assumir o mandato de Zambelli caso a cassação ocorra.
- Coronel Tadeu, que já substituiu Zambelli, pediu que parlamentares votem contra a cassação e defendeu que o mandato seja mantido pela escolha eleitoral.
- A votação está prevista para esta quarta-feira, 10 de outubro, e pode incluir a cassação de Glauber Braga; há ainda perspectiva de novas cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.
- Zambelli já foi alvo de análise pela CCJ, com o relatório do relator Diego Garcia (Republicanos) apontando que não houve crime; a deputada está presa em Roma desde julho, sob tramitações de extradição.
O vídeo do advogado Fábio Pagnozzi, que defende Carla Zambelli, ganhou notoriedade nesta semana ao alegar que deputados de centro e direita tentam cassar a parlamentar. Segundo Pagnozzi, mensagens foram enviadas para pressionar votações contra Zambelli. O caso envolve o PL e a pauta acelerada da Câmara.
A cobrança de bastidores vem à tona após o relatório da CCJ, assinado pelo relator Diego Garcia, que aponta pela não cassação da deputada. Coronel Tadeu, que já ocupou temporariamente o cargo de Zambelli, afirma ter defendido que a votação siga pela via eleitoral. A liderança do PL confirmou ter recebido as mensagens citadas.
A votação está marcada para esta quarta-feira, 10 de outubro, e pode englobar ainda a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ). Há expectativa de abrir caminho também para perdas de mandato de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos pelo PL. O processo de Zambelli já passou pela CCJ, onde o parecer foi favorável à não cassação, e agora depende da apreciação no plenário.
Zambelli permanece presa em Roma desde julho, após condenação de dez anos relacionada ao suposto financiamento da invasão de sistemas do CNJ. A Justiça italiana solicita informações ao relator no STF, ministro Alexandre de Moraes, antes de decidir sobre eventual extradição. O desfecho influencia a pauta de cassações em curso na Câmara.
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