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Juízas e juízes negros discutem racismo no Judiciário; STJ cobra ações

STJ discute combate ao racismo no Judiciário; lança Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas e cobra ações concretas contra desigualdades estruturais

Fábio Esteves, juiz do Tribunal de Justiça do DF e membro do CNJ — Foto: TV Globo/Reprodução
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  • O Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediou, nesta terça-feira, em Brasília, o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negras e o Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo, para discutir o combate ao racismo no Judiciário.
  • O tema foi Vivências negras: Justiça, Identidade e Pertencimento no Sistema de Justiça, com ênfase em ações concretas para reduzir desigualdades estruturais.
  • O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, pediu que o encontro vá além de diagnósticos e apresente ações efetivas.
  • Foi lançada a Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas, com objetivo de transformar as instituições por dentro e combater desigualdades no Judiciário.
  • Participaram magistrados e autoridades, incluindo o ministro Benedito Gonçalves e o presidente do STF, Edson Fachin, que destacaram a necessidade de prática diária de igualdade e de paridade racial nos tribunais.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediau nesta terça-feira, em Brasília, o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negras e o Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo. O tema foi Vivências negras: Justiça, Identidade e Pertencimento no Sistema de Justiça, com foco em ações concretas para enfrentar o racismo no Judiciário.

O evento reuniu magistrados, promotores, defensores e advogados, com a expectativa de transformar diagnósticos em medidas práticas para reduzir desigualdades históricas. O objetivo foi ampliar a presença de pessoas negras em posições de decisão dentro do sistema de Justiça.

O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, cobrou ações efetivas além de diagnósticos. A cerimônia contou ainda com relatos de trajetórias individuais de magistrados negros e com falas sobre o papel da Constituição de 1988 na busca por igualdade de oportunidades.

Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas

Foi lançada a Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas, que reúne juízas e juízes negros para promover mudanças dentro das instituições. A ideia é atuar de forma coletiva para reduzir as desigualdades estruturais no Judiciário.

A juíza Adriana Cruz, do TRF-2, destacou que a equidade é uma busca coletiva e que a igualdade precisa se tornar realidade no sistema de Justiça, não apenas um objetivo. O diálogo entre diferentes segmentos reforçou a necessidade de ações contínuas.

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