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Lula solicita apoio a Trump para prender devedor contumaz que vive nos EUA

Após fala de Lula sobre pedido a Trump, Câmara aprova lei que pune devedor contumaz com dívida acima de R$ 15 milhões ou 100% do patrimônio

Presidente brasileiro diz ter enviado ao seu homólogo dos EUA proposta de combate ao crime organizado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que falou com o presidente dos EUA, Donald Trump, para pedir apoio na prisão de suposto “maior devedor do país”, ligado ao empresário Ricardo Magro, residente em Miami, e à empresa Refit, ligada à antiga refinaria de Manguinhos.
  • O comentário ocorreu após a Câmara aprovar um projeto de lei que endurece punições a empresas que não pagam tributos, buscando coibir inadimplência reiterada.
  • O texto estabelece dívida substancial acima de R$ 15 milhões ou acima de 100% do patrimônio da empresa para caracterizar o devedor contumaz, com sanção para quem adota a inadimplência como prática.
  • Estados terão um ano para fixar seus próprios limites de referência, enquanto o conceito de devedor contumaz vale para quatro períodos consecutivos de apuração ou seis alternados em doze meses.
  • Há previsão de defesa em casos de calamidade pública, prejuízo comprovado ou ausência de ocultação de patrimônio, e o projeto segue para sanção presidencial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter pedido apoio ao presidente dos EUA, Donald Trump, para prender o que chama de maior devedor do país. A referência envolve Ricardo Magro, empresário residente em Miami, e a empresa Refit, ligada à antiga refinaria de Manguinhos, alvo de investigações de sonegação no setor de combustíveis. Lula mencionou o pedido durante evento no Palácio do Planalto.

Segundo o chefe do Executivo, a ligação ao governo americano buscava reforçar o enfrentamento ao crime organizado. Ele disse ter encaminhado, no mesmo dia, a proposta de endurecimento de punições a empresas que não pagam tributos de forma reiterada. A declaração ocorreu na terça-feira (9).

Horas após a fala de Lula, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que estabelece regras para enquadrar o devedor contumaz. O plenário registrou 436 votos a favor e 2 contrários. O texto segue para sanção presidencial e tende a punir práticas de inadimplência sistêmica no setor de tributos.

O que o projeto muda

O texto define dívida substancial como acima de R$ 15 milhões ou superior a 100% do patrimônio da empresa, no caso de tributos federais. Estados e municípios terão um ano para fixar seus próprios limites. O conceito de devedor contumaz envolve inadimplência por quatro períodos consecutivos ou seis períodos alternados em 12 meses.

A proposta também detalha critérios de defesa: calamidade pública, prejuízo financeiro comprovado ou ausência de ocultação de patrimônio, como redução de capital ou distribuição de ganhos. O objetivo é coibir estratégias de inadimplência como prática de negócio.

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