- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou o pedido de condenação de seis réus do núcleo 2 da trama golpista.
- O julgamento ocorre nesta terça-feira, 9, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
- A denúncia enquadra os réus em organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
- A PGR detalhou imputações para cada réu com base em interrogatórios, testemunhas e acareações, destacando participação na tentativa de manter Bolsonaro no poder.
- Imputações resumidas: Marília Ferreira de Alencar (delegada da Polícia Federal), Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal), Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal), Mário Fernandes (general da reserva), Marcelo Câmara (coronel da reserva) e Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor), com papéis na coordenação, monitoramento e ações para sustentar o governo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de seis réus do núcleo 2 da trama golpista. O julgamento ocorre nesta terça-feira na Primeira Turma do STF. A PGR sustenta que os denunciados aderiram aos propósitos ilícitos da organização criminosa e contribuíram para os crimes em análise.
Segundo o parecer, as acusações envolvem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. O uso do aparato estatal é citado como essencial para sustentar a permanência de Bolsonaro no poder.
O material técnico da defesa é combatido com base em interrogatórios, audiências de testemunhas e acareações. A PGR ressalta a participação decisiva dos réus, destacando posições profissionais relevantes e conhecimentos estratégicos para a continuidade do plano.
Imputações por réu
Marília Ferreira de Alencar (delegada da PF) é apontada como coordenadora do emprego policial para manter Bolsonaro no poder, além de omitir medidas contra atos antidemocráticos, facilitando a escalada do caos social.
Fernando de Sousa Oliveira (delegado da PF) foi descrito como responsável por alinhar ações com Marília, incluindo uso de mensagens que sugerem virar votos. A conduta aponta para conivência com o plano golpista.
Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da PRF) é acusado de aderir ao plano, buscando apoio da PRF para dificultar o resultado das urnas, com planos de restringir o transporte de eleitores.
Mário Fernandes (general da reserva) teria coordenado monitoramento de autoridades e ações violentas, incluindo interlocução com lideranças do 8 de Janeiro e sugestões para mudanças no sistema eleitoral.
Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva) seria responsável por obter informações sigilosas e monitorar autoridades, atuando para neutralizar o ministro Alexandre de Moraes, com envio de dados a Mauro Cid.
Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor) é acusado de redigir o projeto de decreto que romperia com instituições democráticas, conforme documento identificado como discurso31-10, com relatos de participação de Bolsonaro.
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