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Polícia Legislativa da Câmara expulsa e agride jornalistas

Policiais legislativos expulsam Glauber Braga da Mesa Diretora; imprensa é retirada e transmissão é interrompida, enquanto Motta anuncia cassação para quarta

Polícia Legislativa expulsa e agride jornalistas
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  • Nesta terça-feira, nove, Glauber Braga ocupou a cadeira de presidente da Câmara e foi retirado à força por agentes do Departamento de Polícia Legislativa.
  • A atuação encerrou a transmissão da TV Câmara e expulsou repórteres do plenário e das galerias para evitar registro do momento.
  • O deputado Hugo Motta, da bancada Republicanos, anunciou que levaria representação por cassação para a quarta-feira, enquanto ocorria o protesto no plenário.
  • No Salão Verde, repórteres também foram empurrados durante a retirada de Glauber Braga, e Motta informou que vai investigar possíveis excessos dos agentes.
  • O episódio está ligado a acusações anteriores de quebra de decoro envolvendo Glauber Braga, ligado a um conflito com o Movimento Brasil Livre no ano anterior, que incluiu insultos à mãe do deputado.

Após a remoção à força de Glauber Braga da Mesa Diretora da Câmara, agentes do Departamento de Polícia Legislativa foram acionados para dispersar a sessão. O deputado do PSOL-RJ ocupava a cadeira de presidente em protesto contra a tentativa de cassação de seu mandato, mas acabou retirado pelos policiais legislativos.

Durante a intervenção, profissionais da imprensa tiveram impedido o registro do ocorrido no plenário. A TV Câmara interrompeu a transmissão, com sinais sendo cortados enquanto Glauber deixava o local. No Salão Verde, repórteres também foram empurrados por agentes.

Logo após a ação, Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciou que apresentaria uma representação para cassação de Glauber Braga para a próxima quarta-feira. Em rede social, Motta disse que investigaria eventuais excessos cometidos pela Depol contra a imprensa durante o tumulto.

Desdobramentos e reações

Glauber Braga havia sido alvo de críticas por ter expulsado com empurrões um militante do Movimento Brasil Livre no ano anterior, episódio que motivou acusações de quebra de decoro. Na ocasião, o parlamentar Gabriel Costenaro proferiu ataques à família do deputado, o que também abriu contestações entre aliados e opositores.

Parlamentares que participavam do chamado pequeno expediente discutiram o uso da força durante a intervenção. A representação de cassação apresentada por Motta pode pautar novas discussões na Câmara, com desdobramentos políticos ainda a serem definidos. A atuação da Depol e a cobertura jornalística permanecem sob avaliação de comissões internas.

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