- Em março, o governo húngaro, sob o premiê Viktor Orbán, aprovou a proibição de Pride e autorizou o uso de reconhecimento facial para identificar e multar participantes.
- Em junho, marchas desafiaram a proibição em Budapeste; em Pécs, a Pride atraiu registro de até oito mil pessoas, incluindo membros do Parlamento Europeu.
- Poucos dias após Pécs Pride, o organizador Géza Buzás-Hábel foi convocado pela polícia e encaminhado ao Ministério Público por possível organização e participação em assembleia proibida, com pena de até três anos de prisão suspensa.
- Buzás-Hábel ficou sem empregos e está sob vigilância policial; ativistas veem o caso como ofensiva aos direitos de reunião e de ativismo.
- Organizações de direitos humanos e de Roma pedem à União Europeia que intervenha, destacando que este é um caso sem precedentes na UE de criminalização de organizadores de Pride.
Pécs, sul de Hungria – Poucos dias após a Pride da cidade, Géza Buzás-Hábel foi convocado pela polícia e encaminhado ao Ministério Público, com possível acusação de organizar e participar em assembleia proibida. A mobilização ocorreu em meio a proibições oficiais.
Desde março, o governo liderado por Viktor Orbán aprovou a proibição de Pride e autorizou reconhecimento facial para multar participantes. Em junho, milhares desfilaram em Budapeste, desafiando a proibição e denunciando violações de direitos.
O organizador, líder da Diverse Youth Network, afirmou que a marcha em Pécs tinha como objetivo defender a liberdade de reunião e a visibilidade da comunidade LGBTQ+. A unidade diz que a ação é necessária para manter o país como referência europeia.
Segundo ele, o caso já traz consequências pessoais graves: foi desligado de empregos públicos e de um centro musical onde atuava como mentor. A polícia aguarda decisão dos promotores sobre as acusações.
Buzás-Hábel pode enfrentar uma pena suspensa de até três anos se houver procedência das acusações. Ele também corre o risco de não retornar mais à docência, caso as acusações se tornem formais.
Organizações de direitos humanos classificam o processo como inédito na União Europeia e alertam para um endurecimento de ataques a ativistas e a organizações civis na Hungria. A situação envolve questionamentos sobre o Estado de direito.
A comunidade internacional acompanha o caso, com críticas à repressão de reuniões pacíficas. Grupos europeus destacam que criminalizar organizadores de Pride pode ter impactos amplos sobre a democracia húngara, segundo entidades e associações.
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