- O relatório da National Audit Office aponta que os planos de Shabana Mahmood para reformar o sistema de asilo podem ter consequências não intencionais, como aumento da falta de moradia e acúmulo de casos, se não houver ações eficazes para reduzir gargalos.
- O NAO afirma que as propostas visam acelerar decisões e remoções, mas dependem de dados de qualidade e de uma fluidez maior no fluxo de pessoas e processos; informações sobre beneficiários, evasão e remoções não estão completas.
- Mais da metade das pessoas que pediram asilo há quase três anos ainda não tem decisão; o custo total do sistema em 2024-25 é estimado em £4,9 bi, com £3,4 bi destinados a acomodação e apoio.
- Medidas de curto prazo teriam deslocado pressão dentro do sistema durante anos, criando novos atrasos e deixando muitos casos sem solução.
- A NAO recomenda, até o fim de 2026, a apresentação de um plano estratégico para implementar o novo modelo, além de indicadores oficiais, um planejamento de dados de longo prazo e avaliação de custos e benefícios.
O relatório da National Audit Office (NAO) aponta que os planos do Ministério do Interior para reformar o sistema de asilo podem ter consequências não intencionais, como aumento da falta de moradia entre refugiados e acúmulo de casos. As mudanças foram apresentadas pela secretária de Interior, Shabana Mahmood, com base em um modelo inspirado na Dinamarca.
A NAO afirma que propostas para acelerar decisões e remoções dependem de ações eficazes para destravar gargalos já existentes. O órgão revela lacunas de dados, dificultando o monitoramento de beneficiários, de pessoas que abandonam processos e de remoções, dificultando a avaliação de impactos.
De acordo com o relatório, medidas de curto prazo deslocaram pressões ao longo dos anos, gerando novos atrasos. Hoje, mais da metade dos pedidos feitos há quase três anos ainda não tem desfecho, e os custos totais chegam a aproximadamente £4,9 bilhões.
Lacunas de dados e efeitos no backlog
A auditoria aponta que o governo não possui dados completos sobre quem não recebe apoio público ou moradia financiada pelo Estado. Também faltam informações sobre absconderia e ações de cumprimento, entre outros itens.
A falta de dados impede avaliar se o modelo proposto realmente reduzirá a sobrecarga do sistema. O documento ressalta a necessidade de indicadores sistêmicos e de um plano estratégico até 2026.
A reportagem também destaca que o gasto com o sistema de asilo em 2024-25 ficou em £4,9 bilhões, com £3,4 bilhões destinados a alojamento e apoio. O relatório recomenda ações claras para o período até 2026.
Reações e próximos passos
Enver Solomon, diretor da Refugee Council, descreveu o sistema como inadequado quando decisões demoram meses ou anos. Ele destacou que sem dados de qualidade e capacidade, o caos persiste. A NAO defende decisão assertiva com base em evidências.
Um porta-voz do Home Office afirmou que as mudanças podem trazer ordem e controle, citando remoções de pessoas sem direito, aumento de prisões por atividades ilegais e interrupção de tentativas de atravessar ilegalmente. O texto ressalta que as reformas visam reduzir incentivos à imigração irregular.
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