- O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo confirmou, nesta terça-feira (9), a inelegibilidade de Gilvan da Federal (PL-ES) por oito anos, por violência política de gênero.
- Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
- Em março, Gilvan já havia sido condenado pela 52ª Zona Eleitoral de Vitória a um ano e quatro meses de reclusão em regime aberto e ao pagamento de multa.
- A condenação está relacionada a ataques contra a deputada estadual Camila Valadão (PSOL) quando os dois eram vereadores da Câmara de Vitória, incluindo injúrias como chamá-la de satanista e assassina de bebês.
- Valadão afirmou que a decisão mostra que nenhuma mulher está sozinha e comemorou o desfecho.
O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo confirmou nesta terça-feira a inelegibilidade de oito anos para o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por violência política de gênero. A decisão foi unânime e envolve atos ocorridos quando ele era vereador da Câmara de Vitória, contra a deputada Camila Valadão (PSOL). Ainda cabe recurso ao TSE.
Em março, Gilvan já havia sido condenado pela 52ª Zona Eleitoral de Vitória a 1 ano e 4 meses de reclusão em regime aberto e ao pagamento de multa. Os relatos indicam agressões verbais contra Valadão durante sessão da Câmara, com ofensas ligadas à condição de mulher e à atuação da parlamentar.
Segundo a relatora, desembargadora Janete Vargas Simões, houve menosprezo e discriminação com o objetivo de dificultar o exercício do mandato por parte da vereadora, incluindo ataques à integridade da parlamentar.
Repercussões e próximos passos
Camila Valadão comemorou a decisão, destacando que a condenação reconhece anos de ataques e o apoio de quem a acompanhou. A defesa de Gilvan poderá recorrer ao TSE, prolongando o litígio sobre o tema.
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