- No bairro Las Malvinas, em Guayaquil, quatro jovens desapareceram após serem interceptados por uma patrulha militar no dia 8 de dezembro; os corpos foram encontrados calcinados perto da base militar de Taura.
- Nesta semana, inicia-se a sentença para 17 militares acusados de desaparecimento forçado, com pena de 34 anos e oito meses, com base em vídeo de tortura e depoimentos de familiares.
- A marcha pela verdade, justiça e reparação reuniu moradores e familiares, retomando as ruas da cidade em memória aos garotos.
- Quatro militares implicados confessaram abusos, descrevendo desnudamento, golpes e tortura; uma gravação feita por um soldado é peça-chave do processo.
- A cancha onde os meninos jogavam receberá o nome de Los Cuatro Niños de Las Malvinas, como homenagem permanente, enquanto as famílias buscam respostas.
No bairro Las Malvinas, em Guayaquil, quatro jovens desapareceram após serem interceptados por uma patrulha militar. Meses depois, seus corpos foram encontrados carbonizados perto da base militar de Taura. A caminhada de memória e a cobrança por justiça marcou o retorno da comunidade às ruas.
Nesta semana, está prevista a sentença para 17 militares acusados de desaparición forzada de menores. O Ministério Público solicitou uma condenação de 34 anos e oito meses para os investigados. O caso envolve depoimentos de familiares e, entre as provas, um vídeo de tortura gravado por um dos militares.
As famílias enfrentaram confessões de alguns dos 17 acusados, que descrevem violências aplicadas no dia do desaparecimento. A comoção se manteve acesa desde o primeiro anúncio de investigação, com a like de que o episódio pode representar um marco na resposta estatal a abusos. A defesa dos demais aguardava o término do processo para conhecer os argumentos dos argumentos de cada parte.
Marcha pela verdade, justiça e reparação
Na véspera da decisão, a comunidade realizou uma marcha de memória, que começou na praça central de Las Malvinas e seguiu até a Avenida 25 de Julio, ponto da abordagem. Batucada e tambores destacaram o caráter de protesto e memória coletiva. Os participantes pediram reconhecimento público das vítimas e reparação às famílias.
A caminhada terminou com a instalação de um altar com os retratos das crianças, reforçando o sabor de memória permanente no espaço onde os garotos jogavam futebol. A então presente emoção foi acompanhada por familiares que reforçaram a importância de uma resposta judicial firme.
Entre os presentes, moradores destacaram que o caso não pode ser esquecido. A polícia militar, as autoridades judiciais e a sociedade civil foram chamadas a acompanhar o desenrolar do julgamento, que pode sinalizar mudanças na responsabilização de forças de segurança em casos de desaparición forzada. A expectativa permanece alta para a divulgação da sentença.
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