- Em discurso na Pensilvânia, Trump falou sobre custo de vida, mas fez várias afirmações sem evidência sobre inflação.
- Alega que os preços estão “bem baixos” e que a inflação seria a pior da história; checagens mostram aumento de preços entre janeiro e setembro e inflação não foi a pior.
- Disse que o preço do peru de Ação de Graças caiu 33% desde a era Biden; fontes distintas apontam dados conflitantes.
- Fez ataques a Ilhan Omar e a imigrantes, repetindo afirmações sem comprovação e provocando o coro xenófico “send her back”; Omar é refugiada que chegou aos EUA há décadas.
- Reiterou acusações sem base sobre imigração e economia, incluindo a alegação de que 100% dos novos empregos seriam de imigrantes; defendeu operações com barcos no Caribe sem evidência pública de resultados.
Donald Trump fez, na Pensilvânia, uma fala considerada centrada em custo de vida que acabou incluindo uma sequência de alegações sem comprovação sobre inflação, emprego e imigração. O discurso, apresentado em tom de evento de campanha, ocorreu nesta semana e gerou grande atenção de veículos fact-checking.
Durante a apresentação, o ex-presidente afirmou que os preços teriam caído, leitura que contrasta com dados oficiais. O índice de preços ao consumidor indica alta de 1,7% em setembro frente a janeiro, com aumento de 0,3% em setembro puxado pelo setor de energia. A afirmação de recuo generalizado da inflação não se confirmou nos registros oficiais.
O republicano também citou supostas reduções no custo do peru para o Dia de Ação de graças em comparação ao período de Joe Biden, sem deixar claro a base de comparação. Pesquisas de mercado apontam variações entre setores: a Federação de Fazendas de Alimentos aponta queda em alguns itens, mas custos de carne fresca mostram alta, de acordo com levantamentos de varejo.
Em outra linha, o discurso repetiu acusações contra Ilhan Omar e imigrantes, incluindo referência a políticas associadas a refugiados. O público respondeu com gritos de apoio a mensagens xenóficas, com a expressão Send her back sendo retomada em momento do evento. Omar, imigrante refugiada que chegou aos EUA na infância, é alvo antigo de tais afirmações sem fundamentação.
Ao longo da fala, Trump reiterou críticas a imigrantes e afirmou valores sobre disponibilidade de empregos e política externa. Checagens independentes destacam que a ideia de que 100% dos novos empregos teriam ido a migrantes não procede, e que dados oficiais mostram aumento de trabalhadores estrangeiros sob administrações anteriores.
O conteúdo também abordou inflação de forma contestada, com o ex-presidente afirmando ter herdado a inflação mais alta da história, afirmação desmentida por verificações que apontam trajetória de alta moderada e ainda assim acima da meta do Fed. O discurso incluiu ainda alegações sobre operações de fiscalização de fronteira com impactos atribuídos a números não comprovados.
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