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Câmara apura excessos em caso envolvendo Glauber Braga

Braga é suspenso por seis meses e retirado da Mesa Diretora pela Polícia Legislativa; sessão é interrompida e TV Câmara fica fora do ar para assegurar a segurança

Deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado da mesa diretora da Câmara após se negar a ceder a Presidência.
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  • A Câmara informou que Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado da Mesa Diretora pela Polícia Legislativa após não ceder a presidência ao quarto-secretário, Sérgio Souza (MDB-PR), durante a sessão.
  • Braga recebeu suspensão de seis meses; não houve cassação, e a decisão foi tomada pela Presidência da Câmara, liderada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
  • A sessão foi interrompida e a transmissão da TV Câmara foi pausada; assessores, servidores e jornalistas foram retirados para garantir a segurança.
  • Jornalistas relataram ferimentos durante o tumulto; Motta lamentou os transtornos e disse que será apurada a eventualidade de excessos.
  • O episódio tem como fato gerador uma agressão a militante do Movimento Brasil Livre (MBL); no mesmo dia, o plenário manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

A Câmara dos Deputados suspendeu o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses e o afastou da Mesa Diretora pela Polícia Legislativa. A medida ocorreu durante sessão marcada pela interrupção de transmissões da TV Câmara e pela retirada de assessores, servidores e jornalistas.

Segundo a nota oficial, Braga não cedeu a presidência ao quarto-secretário, Sérgio Souza (MDB-PR), contrariando o regimento interno. Com a recusa, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), suspendeu a sessão.

A transmissão da TV Câmara foi interrompida, e equipes de imprensa registraram incidentes e ferimentos entre profissionais. Motta disse que a apuração apurará eventuais excessos e lamentou os transtornos aos jornalistas.

Na mesma sessão, o plenário analisou o caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que permanece com o mandato. Ela está presa na Itália e aguarda decisão sobre extradição pedida pelo STF.

A ação envolve o ambiente da Mesa Diretora, onde já houve tensões anteriores entre Braga e colegas, incluindo protestos e greves de fome. A Câmara afirmou que preserva a transparência e o direito de imprensa.

Contexto e desdobramentos

A retirada de Braga ocorreu durante uma sessão deliberativa extraordinária, que teve início às 15h04 e terminou com a suspensão anunciada por volta das 17h42. A Ordem de Serviço determina a prioridade de transmissões oficiais.

A Polícia Legislativa executou a retirada para garantir a segurança de presentes, segundo a Câmara. A mesma nota informa que a investigação vai apurar possíveis excessos cometidos ao longo da retomada dos trabalhos.

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