- A Câmara rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na madrugada desta quinta, com 217 votos a favor, 170 contra e 10 abstenções.
- O presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), arquivou o caso e encerrou a sessão; Zambelli permanece presa na Itália, aguardando extradição.
- Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o parecer de Diego Garcia (Republicanos-PR) pela manutenção do mandato foi rejeitado, prevalecendo o relatório de Claudio Cajado (PP-BA) pela perda do mandato.
- O STF havia condenado Zambelli a dez anos de prisão em regime fechado pela invasão ao CNJ; a decisão transitou em julgado, mas a cassação dependeu da Câmara.
- A sessão foi marcada por debates entre defesa, oposição e membros da CCJ, com o representante da parlamentar e outros senões mantendo o foco no mérito legal do caso.
A Câmara dos Deputados rejeitou na madrugada desta quinta-feira a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Foram 217 votos a favor do relatório de Claudio Cajado (PP-BA), que recomendava a perda do mandato, 170 contrários e 10 abstenções. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), arquivou o caso e encerrou a sessão.
Zambelli permanece presa na Itália, onde aguarda decisão sobre extradição. A necessidade de decisão plenária sobre o afastamento foi discutida após a condenação da parlamentar pelo STF a 10 anos de prisão em regime fechado pela invasão ao CNJ. O processo tramita desde 2023 e não admite recursos segundo a decisão judicial.
Na Câmara, a CCJ havia aprovado acompanhar o parecer de Cajado, rejeitando o novo voto de Diego Garcia (Republicanos-PR) pela manutenção do mandato. O grupo jurídico destacou que manter o mandato poderia ferir o princípio da representação e o direito dos eleitores. O julgamento do plenário ocorreu após a decisão da CCJ, que abriu caminho para a votação final.
Andamento da cassação na Câmara
Antes da votação, o plenário discutiu o papel da Mesa Diretora na cassação, com críticas à condução do processo. O advogado Fábio Pagnozzi, que defende Zambelli, negou irregularidades e apontou que não há provas contra a parlamentar. Ele pediu que a decisão considerasse o direito de defesa e a’absence de provas consistentes.
João Zambelli, filho da deputada, acompanhou a sessão, enquanto a oposição celebrou o resultado com gritos de justiça. O caso seguiu para os estritos ritos legais, sem indicar nova análise sobre a cassação neste momento.
Zambelli nega irregularidades e afirma perseguição política. O STF já condicionou a cassação à Mesa Diretora, mas a Câmara optou por não decidir de ofício, levando a decisão ao plenário. Com a rejeição, não houve cassação e o mandato permanece suspenso apenas no âmbito do que já foi decidido pela Justiça.
Entre na conversa da comunidade