- A Câmara dos Deputados suspendeu por seis meses o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
- Votação apontou 318 a favor, 141 contra, com 3 abstenções e 50 ausentes.
- Mesmo após o Conselho de Ética ter aprovado a cassação, aliados do PSOL conseguiram reverter a decisão no plenário.
- Braga foi retirado à força da Mesa Diretora; a TV Câmara cortou a transmissão e jornalistas foram expulsos durante o tumulto.
- A greve de fome de Braga, encerrada após acordo com o presidente da Casa, foi um dos desdobramentos anteriores ao desfecho.
A Câmara dos Deputados suspendeu o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses. A votação ocorreu durante a sessão nesta semana; foram 318 votos a favor da suspensão, 141 contrários, com 3 abstenções e 50 ausentes. O processo, que já tramitava no plenário, tinha o objetivo de cassar o mandato do parlamentar.
Aliados do PSL e do PSOL impediram a cassação, revertendo a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que havia recomendado a perda do mandato em abril. A manobra no plenário foi considerada uma vitória para Braga, que já enfrentava o desgaste por suposta quebra de decoro em 2024.
Apoiada por aliados, Braga chegou a anunciar greve de fome, encerrada após acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O desfecho ocorreu após o início de trâmite no plenário que, segundo a direção, manteve o processo ativo desde abril.
Votação no plenário e desfecho
Durante a sessão, a decisão de suspender o mandato ganhou apoio de uma maioria significativa, alterando o rumo do caso já criado no Conselho de Ética. O Parlamento optou pela punição temporária, não pela cassação.
A mobilização política envolveu a retirada de Braga da Mesa Diretora ainda na condução dos trabalhos, num momento marcado por tensões entre parlamentares. A atuação chamou atenção de veículos de imprensa presentes.
Incidentes durante a sessão
Na terça-feira, Glauber Braga foi afastado à força da cadeira ocupada pelo presidente da Câmara, após resistência à saída. Policiais legislativos conduziram a retirada, e a TV Câmara interrompeu a transmissão durante o tumulto, com imagens registradas por celulares de deputados. Perguntas sobre o envolvimento de colegas e sobre as circunstâncias do episódio ficaram sem resposta oficial imediata.
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