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Demolição de flats acessíveis em Sydney para luxo gera ceticismo

Allegra Spender cobra ação rápida; Woollahra se opõe à demolição de 27 estúdios acessíveis e o projeto de setenta e oito milhões pode ser classificado como “state significant” pela Housing Delivery Authority

Woollahra council this week voted unanimously to oppose the demolition of the 27-unit 160 Oxford Street in Paddington, which developers want to replace with a nine-storey luxury tower containing 40 units. Photograph: Jessica Hromas/The Guardian
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  • Em Nova Gales do Sul, políticas de habitação permitem até trinta por cento de aumento de área em projetos, desde que quinze por cento das unidades sejam acessíveis, com aluguel vinte por cento abaixo do mercado por quinze anos.
  • Em áreas mais ricas, unidades acessíveis têm sido substituídas por blocos de luxo; City of Sydney não aprova projetos que causem perda significativa de moradias.
  • Allegra Spender enviou carta ao ministro Rose Jackson pedindo ação urgente para redefinir o que é considerado habitação acessível; ela também reúne-se com conselhos para adotar políticas semelhantes às da City of Sydney.
  • Woollahra votou contra a demolição de vinte e sete estúdios acessíveis em Paddington, que seriam substituídos por um torre de nove andares com quarenta unidades, dos quais cerca de dezessete deixariam de ser acessíveis a longo prazo. A proposta pode ser tratada como “state significant” pela Housing Delivery Authority.
  • O valor do projeto é de setenta e oito milhões de dólares; o painel de autoridades discute que a nova designação reduziria unidades acessíveis, enquanto residentes e autoridades locais alertam para impacto no conjunto histórico e na oferta de moradias.

O bloco de notícias aponta para uma tensão entre políticas de densidade e preservação de moradias acessíveis em Sydney. Allegra Spender enviou uma carta ao ministro Rose Jackson solicitando ação urgente diante do risco de perda de unidades habitacionais. A Woollahra Council também reage, mirando a demolição de 27 estúdios acessíveis em Paddington.

O governo de NSW permite até 30% de aumento de área em empreendimentos, desde que 15% das unidades sejam consideradas acessíveis, com aluguel 20% abaixo do mercado por 15 anos. Em áreas de renda mais alta, unidades acessíveis estão sendo substituídas por blocos de luxo.

Woollahra votou unanimemente contra a demolição de 27 estúdios em Paddington, defendendo a manutenção de moradias acessíveis na região. O projeto prevê uma torre de 9 andares com 40 unidades, entre elas algumas classificadas como acessíveis por 15 anos.

Os produtores pretendem que o empreendimento seja tratado como estado significativo, aumentando o papel da Housing Delivery Authority na aprovação. A prefeitura já organiza envios de manifestações para bloquear essa designação.

Allegra Spender, filha do ex-prefeito de Sydney, ressalta que bairros de alta renda registram aluguéis elevados, com valores de até 1.000 dólares semanais para unidades de dois quartos. Ela cobra revisão rápida da definição de moradia acessível no policy estadual.

Rose Jackson informou que o Ministério de Habitação solicitou uma revisão da definição de moradia acessível. A intenção é alinhar os critérios com a realidade de áreas como Bondi, Paddington e Potts Point, onde o custo habitacional é elevado.

Especialistas da área lembram que o conceito atual pode permitir reduções de moradias e impactos em comunidades locais. A Administradora da Housing NSW está revisando o enquadramento para assegurar moradias verdadeiramente acessíveis.

Desdobramentos locais e engajamento

Woollahra planeja respostas formais e petições para impedir a designação de estado significativo, mantendo controle mais próximo sobre mudanças urbanas. A discussão segue técnica, com foco em impactos no patrimônio local e no equilíbrio entre densidade e moradia acessível.

Na prática, mudanças na política podem ampliar ou restringir a construção de empreendimentos, dependendo de como as autoridades definirem o que é considerado acessível. O tema ganha relevância em votações municipais e avaliações de impacto social.

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