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Faculdades da Califórnia chegam a acordos por denúncias de antisemitismo

Berkeley suspende Peyrin Kao por seis meses sem pagamento; Pomona criará coordenador federal do Título VI e comitê sobre vida judaica e antisemitismo, após acordos com organizações judaicas

A pro-Palestinian encampment at UC Berkeley in May last year. Photograph: Carlos Avila Gonzalez/AP
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  • A UC Berkeley suspendeu por seis meses sem pagamento a uma lecturora por alegada defesa de causas pró-Palestina em sala de aula, conforme reportagem.
  • A universidade concordou em pagar US$ 60 mil à pesquisadora Yael Nativ, que afirma ter sido preterida por não ser recontratada.
  • O chanceler da Berkeley, Rich Lyons, pediu desculpas a Yael Nativ e disse que ela poderá lecionar novamente no semestre de sua escolha.
  • O Pomona College informou que contratará um coordenador federal de Title VI de direitos civis e criará um grupo/comitê sobre vida judaica e antisemitismo.
  • Os casos integram um debate nacional sobre viés relatado contra judeus e muçulmanos em universidades após o ataque de outubro de 2023.

Pelas ações de protestos pró-Palestina, dois colégios da Califórnia chegaram a acordos com organizações e indivíduos judeus que alegaram antissemitismo gerado pelas manifestações no campus. Em Berkeley, houve suspensão de docente e pagamento a pesquisadora.

No campus de Berkeley, a universidade decidiu suspender por 6 meses sem remuneração a lectora Peyrin Kao, que lecionava ciência da computação. Ao mesmo tempo, um acordo de 60 mil dólares foi fechado com Yael Nativ, socióloga israelense e pesquisadora de dança, que afirma não ter sido readmitida apesar da popularidade de sua disciplina.

Rich Lyons, reitor de Berkeley, pediu desculpas a Nativ em defesa institucional. A instituição informou ainda que Nativ poderá lecionar novamente no semestre de sua escolha, sob condições a serem definidas.

Desdobramentos em Pomona e contexto nacional

Em Pomona College, autoridades anunciaram a contratação de um coordenador federal do Title VI e a criação de um comitê ou conselho sobre vida judaica e antissemitismo. A medida ocorre após uma queixa federal apresentada no ano passado à educação dos EUA, alegando violações de direitos civis na resposta da universidade a protests pró-Palestina.

Estudantes judeus relataram ambiente hostil durante as manifestações e apontaram falhas na aplicação de regras de livre expressão e não discriminação. As ações de Pomona visam fortalecer mecanismos de proteção e diálogo institucional.

O conjunto de casos insere-se num contexto mais amplo de preocupações com antissemitismo e discriminação em universidades norte-americanas nos dois últimos anos, após o ataque de 2023 no Hamas contra Israel e o agravamento das tensões regionais.

O que mudou e o que vem pela frente

Berkeley informou o acordo financeiro com Nativ e a readmissão provável de sua docente, com condições a definir. A suspensão de Kao permanece como medida disciplinar isolada anunciada pela instituição.

Pomona, por sua vez, aposta em estrutura institucional fortalecida para prevenir discriminação e promover um ambiente mais inclusivo, com foco em vida judaica. As decisões são parte de respostas institucionais às denúncias de discriminação.

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