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Gilmar recua de decisão que restringia pedido de impeachment de ministros STF

Gilmar Mendes retira restrição a denúncias ao PGR e restabelece direito de qualquer cidadão; quórum de dois terços permanece e Senado avança projeto para 2026

O ministro do STF Gilmar Mendes conduziu os trabalhos na comissão. Foto: Ton Molina/STF
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes retirou de pauta o julgamento sobre mudanças na Lei do Impeachment, com votação prevista entre 12 e 19 de dezembro no plenário virtual.
  • Mendes suspendeu parcialmente o trecho que limitava denúncias ao Procurador-Geral da República (PGR), restabelecendo o direito de qualquer cidadão apresentar denúncias, mantendo, porém, o quorum mínimo de dois terços no Senado.
  • A decisão mantém o funcionamento do quórum de dois terços para abrir processo de impedimento contra ministros do STF.
  • No Senado, tramita um projeto de lei que atualiza as regras de impeachment; a análise ficou adiada para o início do ano legislativo de 2026, devido a acordo entre presidente da Casa, relator e autor da proposta.
  • A proposta prevê que denúncias possam ser feitas por partidos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades, enquanto o cidadão poderia participar por meio de iniciativa popular com assinaturas, além de trazer mudanças específicas para presidentes, ministros do STF e comandantes militares.

O ministro do STF Gilmar Mendes retirou de pauta o julgamento sobre mudanças na Lei do Impeachment. A discussão envolveria votação no plenário virtual entre 12 e 19 de dezembro. Mendes suspendeu parcialmente a decisão que limitava denúncias ao PGR, mantendo o quorum mínimo de dois terços para abrir processo contra ministro.

A decisão anterior, de 3 de dezembro, restringia a competência a denunciar ao Senado apenas ao Procurador-Geral da República. Nesta quarta-feira, Mendes restabeleceu o direito de qualquer cidadão apresentar denúncias, mantendo o endurecimento do quorum para impeachment.

Avanços no Senado

O Senado trabalha em um texto atualizado para regular o impeachment de autoridades. O colegiado adiou a análise, com previsão de retomar no início de 2026, em acordo entre o presidente da Casa, Otto Alencar, o relator Weverton Rocha e o autor Rodrigo Pacheco. O projeto prevê novas regras para denunciantes e participação popular por iniciativa com assinaturas.

Pontos-chave do projeto em tramitação

Entre as mudanças, o projeto define quem pode denunciar autoridades, incluindo partidos, Ordem dos Advogados do Brasil e entidades nacionais e estaduais. A participação do cidadão fica condicionada à iniciativa popular com assinaturas em vários estados, além de alterações para presidentes, ministros do STF e comandantes militares.

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