- A Câmara aprovou a suspensão do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses, com 318 votos a favor, 141 contra e 3 abstenções, substituindo a cassação pela interrupção do mandato; quem assume é a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ).
- A decisão foi fruto de negociação do governo para evitar a cassação, com atuação do líder do governo, José Guimarães, em meio a críticas e acusações envolvendo assessores.
- Glauber Braga foi acusado de agredir Gabriel Costenaro (MBL) dentro da Câmara no ano passado; ele afirmou ter agido para defender a mãe, Saudade Braga, que estava doente e morreu 22 dias depois.
- Houve controvérsia entre lideranças do Centrão e do PSOL, com denúncias de irregularidades envolvendo assessores e acusações de tentativas de influenciar votos.
- O processo teve desdobramentos e manifestações anteriores, como a ocupação da cadeira do presidente da Câmara por Glauber e a greve de fome que ele fez em abril; líderes do Congresso comentaram a mudança para suspensão em vez de cassação.
A Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira suspender por seis meses o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), substituindo a cassação prevista anteriormente. A votação ficou em 318 votos a favor, 141 contrários e 3 abstenções. Heloísa Helena (Rede-RJ) assume a vaga durante o semestre.
A mudança foi conduzida após extensa costura do governo e contou com atuação do líder José Guimarães (PT-CE). O objetivo foi evitar a cassação plena e manter o mandato suspenso por meio de uma pena alternativa, segundo apuração da reportagem.
Contexto da decisão
Glauber Braga é acusado de ter agredido com chutes Gabriel Costenaro, então integrante do MBL, dentro das dependências da Câmara no ano anterior. O parlamentar afirmou ter agido para defender sua família diante de insinuações sobre a mãe dele, que estava doente na época e morreu 22 dias após o incidente.
A votação ocorreu após negociações que começaram pela manhã e envolveram lideranças, incluindo críticas a irregularidades envolvendo assessores. Em meio às manobras, surgiram acusações de pressões para influenciar votos, attributeadas a assessores e secretarias parlamentares.
Reação e desdobramentos
Lira expressou inconformidade com a decisão, enquanto o governo buscou justificar a mudança como saída política responsável. Parlamentares do PSOL mostraram desconforto com o andamento das negociações para um texto alternativo que, segundo eles, alongou o processo.
Durante a sessão, Glauber Braga chegou a discursar por 25 minutos em defesa do mandato, afirmando buscar defesa da família e afirmando que o chute teve motivação de defesa. A retirada dele da Presidência da Câmara, em outra ocasião, também compõe o histórico do caso.
Perfil dos envolvidos
Heloísa Helena, ex-senadora e líder da Rede, assume o posto por seis meses. O governo foi quem articulou a substituição da cassação pela suspensão, com apoio de parte do Centrão e de partidos alinhados. O episódio faz parte de uma disputa política mais ampla na Casa.
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