- O plenário da Câmara aprovou, por 318 votos a favor, 141 contra e três abstenções, a suspensão por seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
- O processo tramava desde abril de 2024 e chegou ao plenário após a presidência da Casa decidir levar o tema a voto diretamente.
- Braga é alvo do Conselho de Ética por ter empurrado e chutado Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre, durante protesto no Congresso.
- Na véspera, o deputado ocupou a Mesa Diretora em protesto contra a tramitação do processo e foi retirado pela Polícia Legislativa, episódio que interrompeu a transmissão da TV Câmara.
- Em defesa, Braga afirmou que reagiu a ofensa à mãe e que “calar o mandato de quem não se corrompeu é uma violência”, sendo criticada a pauta da cassação por parte de partidos progressistas.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a suspensão de seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A votação foi de 318 votos a favor, 141 contra e 3 abstenções.
O processo, iniciado no Conselho de Ética em abril de 2024, encerra uma tramitação acelerada após a presidência da Câmara levar o tema direto ao plenário. Braga era acusado de empurrar e chutar Gabriel Costenaro, do MBL, durante protesto no Congresso.
Na terça-feira (9), o deputado ocupou a Mesa Diretora em protesto contra a tramitação do caso e foi retirado pela Polícia Legislativa. A ação provocou a suspensão de transmissão pela TV Câmara e a retirada de jornalistas do plenário.
Em seu discurso, Braga afirmou agir para defender a família, citando ofensa à mãe. Entidades e deputados de oposição criticaram a decisão, dizendo que a cassação poderia indicar endurecimento da Casa e prejudicar a democracia.
Deputados de PSOL, PT e PDT defenderam a leitura de que a reação de Braga não justificaria cassação. Parlamentares afirmaram que a decisão não pode limitar a atuação de membros que combatem injustiças ou pressões políticas.
O resultado aponta para a continuidade de Braga no cargo até o fim do período. O caso segue como marco no debate sobre ética, provocação e responsabilidade de representantes no Congresso.
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