- Grupo de jornalistas realizou um ato na Câmara nesta quarta-feira contra censura e a violência de policiais legislativos ocorrida na terça-feira, quando houve corte do sinal da TV Câmara e retirada de profissionais durante a sessão.
- Na terça-feira, durante a tentativa de remover o deputado Glauber Braga, o sinal foi cortado e jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram expulsos pela Polícia Legislativa do Plenário.
- Imagens e relatos mostram agressões a repórteres, cinegrafistas e fotógrafos, com puxões, cotoveladas e empurrões; alguns profissionais receberam atendimento médico.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, não compareceu ao encontro com representantes da imprensa para tratar do episódio, enviando apenas uma assessora.
- A Associação Brasileira de Imprensa informou que irá apresentar ações judiciais contra o presidente da Câmara, incluindo representação na Procuradoria-Geral da República e denúncias na Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, além de representação na Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro.
O ato de jornalistas na Câmara dos Deputados ocorreu nesta quarta-feira 10, em protesto contra censura e a violência de policiais legislativos na sessão de terça-feira 9. Na ocasião, o sinal da TV Câmara foi cortado e profissionais da imprensa foram retirados do Plenário durante a transmissão ao vivo.
Jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa relataram agressões físicas e empurrões durante a retirada. Alguns profissionais chegaram a receber atendimento médico. O presidente da Câmara, Hugo Motta, não participou do encontro com representantes da imprensa e enviou uma assessora no lugar.
Ações da ABI
Nesta quarta, a Associação Brasileira de Imprensa informou que apresentará ações judiciais contra o presidente da Câmara. As medidas incluem representação na PGR por crime de responsabilidade, denúncia à Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da CIDH e manifestação à Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro.
A ABI também vai protocolar representações na Câmara para apurar a violação da liberdade de imprensa. Motta afirmou, em redes sociais, que determinou a apuração de possíveis excessos na cobertura da imprensa.
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