- O presidente Lula minimizou a crise entre governo e Câmara, dizendo que a desavença é própria da democracia e que houve aprovação de projetos mesmo com divergências.
- A Câmara aprovou, em sessão sem aviso prévio, um projeto que reduz a pena de golpistas do 8 de janeiro, surpreendendo o governo.
- O tema deve tramitar no Senado, onde Lula enfrenta dificuldades com o senador Davi Alcolumbre.
- Lula classificou aquele ato como o “último do PAC” neste mandato e pediu foco na conclusão das obras.
- O presidente também sinalizou uma reforma ministerial para março de 2026, com ministros deixando cargos para concorrer nas eleições.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a crise de relacionamento entre o governo federal e a Câmara dos Deputados. Em Brasília, durante evento do PAC, ele agradeceu o apoio do Congresso à aprovação de projetos de governo. Disse que houve divergências, mas que o parlamento aprovou o que era necessário.
Lula ressaltou que o país vive momentos de mudança e afirmou que as disputas são parte da democracia. O tom otimista contrasta com atritos que vinham se acumulando entre Executivo e Legislativo, especialmente após votações polêmicas.
Câmara aprova redução de pena para golpistas
A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão sem aviso prévio, projeto que reduz a pena de golpistas do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A votação surpresa pegou o governo de surpresa e ocorreu sob influências de lideranças.
O governo mira o Senado, onde também há crise entre o Executivo e o Congresso, com o senador Davi Alcolumbre dificultando a tramitação de pautas favoráveis ao governo. O tema deverá seguir para o Senado nas próximas etapas.
Ao tratar do tema, Lula destacou o que chamou de “último ato do PAC” neste mandato. Pediu que os ministros concentrem esforços na conclusão das obras. Não houve indicações de alterações na composição ministerial imediata.
O presidente também mencionou uma reforma ministerial prevista para 2026, com a saída de parte dos atuais ministros para concorrer às eleições. Segundo Lula, ocorrerá uma “revoada” de ministros a partir de março, com novas funções para deputados.
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