- No plenário, o Centrão domina com 300 dos 513 membros, enquanto, nas redes, a extrema direita tem maior engajamento no Instagram, segundo levantamento da Panorama Mobile Time/Opinion Box.
- Entre os 20 deputados com maior engajamento no Instagram em 2025, metade não foi autor principal de nenhum projeto aprovado desde 2023; alguns aprovaram apenas projetos de valor simbólico.
- A Pública cruzou dados de engajamento com a tramitação de proposições e identifies 11 deputados de direita/extrema direita entre os mais engajados (PL, Novo, PSD), três da esquerda (PSOL, Avante) e seis da direita/centro (PP, União Brasil, MDB).
- Seis desses 20 passaram a ter participação simbólica ou secundária em projetos aprovados; houve casos de coautoria para “pegar carona” em iniciativas já aprovadas, como o PL 1564/24.
- Casos específicos citados incluem Zambelli, Derrite, Teruel e Marcon, com detalhes recentes de atuação e situações legais; a tramitação de um projeto começa nas comissões temáticas da Câmara e pode seguir para o plenário conforme acordo político.
Na Câmara, o Centrão domina com cerca de 300 dos 513 membros. Nas redes, o discurso da extrema direita atrai mais engajamento, especialmente no Instagram, aponta levantamento da Panorama Mobile Time/Opinion Box. A produtividade legislativa não acompanha o engajamento.
Entre 2025, o ranking mostra que metade dos 20 deputados com maior engajamento no Instagram não foi autor principal de nenhum projeto aprovado desde 2023. Outros aprovaram apenas propostas de efeito simbólico, sem impacto prático.
Coautorias e participação em projetos
Onze parlamentares listados são da direita e extrema direita, com siglas PL, Novo e PSD. Três são da esquerda (PSOL, Avante). Seis atuam no campo da direita/centro (PP, União Brasil, MDB). Doze aparecem com participação secundária em projetos aprovados.
Quatro dos dez que não tiveram projetos aprovados em três anos não tiveram coautoria em textos aprovados. Entre eles, Carla Zambelli, Maurício Marcon, Guilherme Derrite e Fábio Teruel. Consultores veem coautoria como forma de carona estratégica.
Em exemplos recentes, seis parlamentares passaram a ter apenas participação simbólica ou secundária em proposições já aprovadas, segundo análise da Pública. Propostas como o PL 1564/24 figuram entre as que registram muitos coautores.
Casos individuais e tramitação
Maurício Marcon, que se apresenta antipetista e católico, respondeu à consulta. Ele afirma que proposições raramente avançam com autoria única e cita o PL 1.573/24 como exemplo de autoria adicional útil. Ele também reforça atuação no PL 651/23, aprovado em 2024.
Marcon também menciona a tramitação de textos envolvendo calamidade pública. Zambelli, deputada presa em Roma, teve perfis bloqueados pelo STF em 2025 por discurso de ódio, decisão revogada em setembro. Derrite licenciou-se para a Secretaria de Segurança Pública de SP e retornou para relatar o Antifacção.
Teruel ganha atenção nas redes por conteúdos de fé e autoestima, com pouca ênfase em disputas políticas. A Câmara inicia a tramitação de propostas nas comissões temáticas, com pauta definida pelo colegiado de líderes ou pela Presidência.
Engajamento versus resultados
Do conjunto dos 20 com maior engajamento no Instagram, deputados com pouca ou nenhuma autoria principal aparecem em diversas ações, reforçando a prática de manter presença digital sem impacto legislativo. A pauta segue como tema central de debate sobre produtividade no Congresso.
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