- A Prairie Band Potawatomi Nation assinou, em outubro, um contrato federal de $29.9 milhões com o Departamento de Segurança Interna (DHS), por meio da KPB Services, para desenhar instalações de detenção da Polícia de Imigração e Alfândega (Ice).
- O presidente da tribo, Joseph Zeke Rupnick, informou que a comunidade está buscando sair do contrato, com divulgação de vídeo e consultoria jurídica em andamento.
- A tribo demitiu os líderes de desenvolvimento que intermediavam o acordo, e afirmou que o contrato vai contra seus valores.
- Questiona-se a participação sem competição na licitação, já que contratos acima de $30 milhões costumam exigir justificativa adicional; a KPB Services foi registrada em abril por Ernest Woodward.
- A notícia destaca o conflito entre benefícios econômicos para tribos e a preservação de valores culturais, em meio a um debate sobre uso de contratos governamentais por entidades tribais.
Em outubro, a Prairie Band Potawatomi Nation firmou contrato com a DHS, via KPB Services, para desenhar instalações de detenção. A tribo, sediada no Kansas, enfrenta críticas de outros grupos tribais por supostas ligações com políticas de deslocamento.
A liderança da tribo demitiu executivos de desenvolvimento que intermediavam o acordo e informou que alinhará futuras parcerias aos seus valores. Um vídeo divulgado na sexta traz declaração do presidente Joseph Zeke Rupnick sobre o tema.
O presidente afirmou que a tribo busca sair do contrato. Em entrevista, ele indicou que consultoria jurídica já foi acionada e que o processo está em andamento. Rupnick destacou que as reservas indígenas sofreram danos históricos com políticas de detenção.
Detalhes do acordo e críticas
O contrato, no valor próximo a 29,9 milhões de dólares, foi assinado pela KPB Services, subsidiária da Prairie Band LLC, braço econômico da tribo. Questionamentos surgem sobre a ausência de competição na licitação e sobre a justificativa de contrato sole-source acima de 30 milhões.
A tribal chair disse que o acordo não condiz com os princípios da comunidade e justificou a retirada citando a necessidade de manter a integridade institucional. A imprensa local destaca que o processo envolve avaliação judicial para confirmar legalidade e impactos.
Entre os envolvidos, estão Ray Rice, 74 anos, ex-diretor que afirma ter sido pego de surpresa, e Carole Cadue-Blackwood, que atua na defesa de direitos de povos indígenas. Cadue-Blackwood participou de campanhas contra centros de detenção em Leavenworth.
Contexto institucional e próximos passos
A tribo diz que futuras contratações devem refletir seus valores e missão. A DHS mantém o papel de promover parcerias com nações indígenas, conforme diretrizes oficiais. O episódio levanta debates sobre parcerias com entidades indígenas para serviços governamentais.
O grupo indígena potawatomi ressalta riscos de manter relações com projetos de detenção, citando danos históricos e impactos culturais. A situação permanece em avaliação jurídica e administrativa, com informações adicionais por vir.
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