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Veterano de guerra afegão preso após protesto contra ICE, aguarda julgamento

Quatro dos nove presos por conspiração firmam acordos de plea; Mavalwalla permanece sem acordo, enquanto imigrantes venezuelanos enfrentam detenção prolongada

Bajun Mavalwalla (left) and his father, serving in Afghanistan. Photograph: Courtesy Mavalwalla family
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  • Bajun Mavalwalla II, ex-soldado, foi acusado em julho de conspiração para impedir ou ferir agentes durante um protesto anti-ICE em Spokane,Washington.
  • O protesto deixou danos em uma van governamental, com a dianteira da veículo de custódia tendo o vidro traseiro estilhaçado e pneus cortados; o FBI chegou à casa dele no dia 15 de julho.
  • Procuradores já fecharam acordos de plea com quatro dos nove presos por conspiração, e esperam acordos semelhantes para os demais, exceto Mavalwalla.
  • Ben Stuckart, ex-presidente da câmara de Spokane, declarou culpa por conspiração, recebendo 18 meses de liberdade supervisionada, com possibilidade de redução para contravenção se não houver novas violações.
  • A história ganhou atenção nacional após cobertura do Guardian e envolve debates sobre direitos da Primeira Emenda; imigrantes venezuelanos envolvidos foram presos e acabaram se autodetendo, sem resposta oficial sobre o andamento do caso.

Bajun Mavalwalla II, ex-soldado que sobreviveu a uma explosão durante missão no Afeganistão, foi acusado em julho de conspirar para impedir ou ferir agentes durante um protesto anti-ICE em Spokane, estado de Washington. A ação ocorreu em meio a tensões entre defensores de direitos civis e autoridades federais, com repercussões nacionais após a reportagem do Guardian sobre a prisão dele. O protesto resultou em danos a uma van do governo, como faróis quebrados e pneus cortados, e mais de duas dezenas de participantes foram detidos, embora Mavalwalla não tenha sido preso naquele dia.

As informações oficiais indicam que, mais de um mês depois, o FBI chegou à porta de Mavalwalla, que permanece sob investigação. O caso é visto por especialistas como uma escalada nas disputas em torno dos direitos da Primeira Emenda nos Estados Unidos, com críticas de grupos de veteranos às acusações de conspirar contra autoridades. Familiares próximos descrevem Mavalwalla como inocente e destacam seu histórico de serviço militar e sacrifícios.

Procuradores já chegaram a acordos de plea com quatro dos nove presos por conspiração e aguardam acordos semelhantes para os demais, exceto Mavalwalla. Ben Stuckart, ex-presidente da Câmara Municipal de Spokane, pleiteou culpa por conspirar, recebendo 18 meses de supervisão sob condições que podem ser transformadas em contravenção se não houver novas violações. O acordo permite reduzir a acusação a um delito menor, desde que permaneçam as boas condutas.

O caso também envolve imigrantes venezuelanos afetados pela ação, que terminaram se autodetendo após o tempo de prisão prolongado, sem resposta oficial da promotoria sobre o andamento do processo. As informações indicam que a promotoria continua analisando as acusações e que, ao menos até o momento, as reformas penais associadas às prisões e aos acordos de plea buscam evitar novas sentenças de prisão, com foco em supervisão e multas.

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