- Aproximadamente 29 ativistas ligados ao Palestine Action aguardam julgamento por ações anteriores, incluindo ataques a Elbit Systems em Filton e a Brize Norton.
- Dois manifestantes foram detidos após a ação de sexta-feira em frente ao Ministério da Justiça, em Londres, após lançarem tinta vermelha.
- Os ativistas afirmam que o secretário da Justiça, David Lammy, ignora avisos sobre o risco de vida dos grevistas de fome, que permanecem sem fiança e podem ficar meses presos até o julgamento.
- Os grevistas de fome variam entre 17 e 41 dias sem alimentação; alguns já foram internados, como Gib e Zuhrah, que estão há 41 dias, e Muraisi há 40 dias.
- O caso envolve 29 pessoas acusadas de atos antes da proibição oficial do Palestine Action; o julgamento em Brize Norton está marcado para janeiro de 2027 e não há definição definitiva para todos os casos.
Na sexta-feira, ativistas ligados ao Palestine Action lançaram tinta vermelha no Ministério da Justiça, no centro de Londres, em protesto contra a condução de oito grevistas de fome. Dois manifestantes foram detidos, segundo os organizadores. Os grevistas permanecem sem fiança e podem ficar meses à espera de julgamento, com prazos variando entre 17 e 41 dias de greve.
O grupo envolve 29 pessoas acusadas de ações anteriores a Palestine Action ter sido proibida. Dentre elas, 24 são relacionadas a uma ocupação na Elbit Systems em Filton, perto de Bristol, e cinco a um protesto em Brize Norton. O processo de Filton tem acusações de furto agravado, dano criminal e perturbação violenta, com a promotoria citando uma possível ligação com terrorismo, mas sem acusações formais nesse âmbito até o momento.
Jeremy Corbyn, então deputado independente, criticou a recusa de Lammy em atender à solicitação de reunião, destacando uma carta sobre Amu Gib, em greve há 41 dias. Em resposta, Lammy afirmou que a segurança dos prisioneiros continua prioridade. Entre os grevistas, Heba Muraisi e Kamran Ahmed estão sem fiança e devem aguardar remissão por 19 meses; outros quatro, Gib, Jon Cink, Lewie Chiaramello e Muhammed Umer Khalid, esperam cerca de 18 meses. Qesser Zuhrah e Teuta Hoxha devem permanecer 17 meses. Cinco já foram hospitalizados, segundo os manifestantes.
Situação dos grevistas e próximos passos
As informações indicam que Gib e Zuhrah lideram a lista com 41 dias de greve, seguidos por Muraisi (40 dias) e Cink, Hoxha e Ahmed com prazos entre 33 e 37 dias. O grupo alega risco de vida sem fiança e cobra resposta de autoridades. O Ministério da Justiça foi contatado para comentar o caso.
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