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Lira critica condução de Motta após Câmara poupar Glauber Braga

Polícia Legislativa retira Glauber Braga, corta TV Câmara e expulsa jornalistas após suspensão; Lira critica a Câmara, Motta rebate e STF avança com Zambelli

Ex-presidente da Câmara, Lira critica a condução de Motta após Câmara suspender Glauber Braga em vez de cassá-lo. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
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  • A Câmara aprovou a suspensão do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) em vez da cassação, provocando irritação de Arthur Lira (PP-AL) e reação de Hugo Motta (Republicanos-PB).
  • A Polícia Legislativa afastou Braga da Mesa Diretora à força, expulsou jornalistas do plenário e cortou o sinal da TV Câmara durante o tumulto.
  • Lira chamou a situação de esculhambação e criticou Motta; este afirmou que a presidência não atua por conveniência nem vale para revanchismo.
  • O Partido Socialismo e Liberdade informou representação contra Motta na Procuradoria-Geral da República; o caso envolve disputas entre lideranças da Câmara.
  • O Supremo Tribunal Federal determinou cassação de Zambelli e que a presidência dê posse ao suplente em quarenta e oito horas, após Motta ter contrariada a decisão judicial.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) teve o mandato alvo de suspensão, aprovada pela Câmara, por motivos decorrentes de agressão a Gabriel Costenaro, em abril de 2024. A decisão não cassou Braga, que segue em viabilidade de mandato, enquanto trâmite no Conselho de Ética aguarda conclusão.

A votação gerou reação entre membros da Mesa Diretora, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticando o resultado. Arthur Lira (PP-AL) afirmou que o plenário vivia uma situação de desordem e questionou a condução do processo.

Durante a confusão no plenário, a Polícia Legislativa removeu Braga à força da Mesa, desocupou a imprensa e interrompeu a transmissão da TV Câmara. Motta afirmou que a presidência não atua por conveniências, e Lira rebateu as críticas.

Desdobramentos na esfera jurídica

O PSOL protocolou representação contra Motta na PGR, ampliando o embate entre as legendas. Zambelli, que já ocupou o cargo de deputada, está presa na Itália desde julho, e o governo brasileiro acompanha o pedido de extradição.

O STF determinou que a Mesa Diretora declarasse a perda de mandato de Zambelli de ofício, o que foi contestado por Motta. Moraes ordenou a cassação imediata da deputada e a posse do suplente em 48 horas.

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