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Motta nega censura a jornalistas e abre sindicância sobre confusão

Motta nega censura, abre sindicância e investiga tumulto após retirada de Glauber Braga; transmissão cortada e jornalistas expulsos pela polícia legislativa

Polícia Legislativa foi chamada para retira o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) da Mesa Diretora da Câmara. (Foto: reprodução/redes sociais.)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, negou censura à imprensa na retirada de Glauber Braga da Mesa Diretora e informou a abertura de sindicância para apurar o tumulto.
  • A confusão ocorreu na terça-feira (9), com jornalistas expulsos do plenário, a transmissão da TV Câmara cortada e vídeos ausentes no canal oficial.
  • Motta afirmou que o conflito começou quando Glauber Braga se negou a deixar a cadeira da presidência às 16h02, impedindo a troca prevista pela Mesa.
  • Segundo ele, a suspensão da sessão, anunciada às 17h42, provocou automaticamente a mudança da transmissão para a Comissão de Saúde, conforme um procedimento técnico de praxe.
  • A interrupção da TV Câmara ocorreu às 17h28, antes da suspensão; entidades da imprensa cobraram explicações sobre o corte de transmissão e a expulsão dos repórteres.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou censura à imprensa após a retirada à força do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da Mesa Diretora durante a análise de cassação. Motta informou que abriu sindicância para apurar o tumulto ocorrido na última terça-feira (9) no plenário.

A confusão começou quando Braga se recusou a deixar a cadeira da presidência às 16h02, impedindo a troca prevista pela Mesa. A suspensão da sessão foi anunciada às 17h42, momento em que a transmissão passou a ser redirecionada para a Comissão de Saúde, conforme alegação de procedimento técnico.

A interrupção da TV Câmara ocorreu às 17h28, antes da suspensão oficial, e jornalistas foram retirados pela polícia legislativa por motivos de segurança. A retirada também envolveu assessores e gerou questionamentos sobre o papel da imprensa no evento.

Contornos da retirada e desdobramentos

Entidades de imprensa cobraram explicações sobre o corte da transmissão e a expulsão de repórteres. Motta afirmou que não houve intenção de limitar o exercício jornalístico e reiterou o compromisso com a transparência.

O presidente afirmou ter recebido jornalistas do Comitê de Imprensa da Câmara para ouvir relatos. Foi anunciada a abertura de sindicância para investigar os acontecimentos com o rigor necessário, segundo nota publicada pela própria Câmara.

A Federação Nacional dos Jornalistas, a Abraji e a Anate cobraram explicações sobre o episódio, destacando a importância de manter a cobertura independente durante os trabalhos legislativos. As entidades aguardam novos esclarecimentos oficiais.

Situação atual e próximos passos

A Câmara informou que a sindicância acompanhará as versões de participantes e testemunhas para esclarecer os fatos ocorridos na terça-feira. O objetivo é confirmar procedimentos internos e evitar futuros incidentes na cobertura jornalística.

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