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Polícia de Londres enfrenta investigação por falhas na checagem de 300 recrutas

Secretaria de Interior ordena inquérito independente do HM Inspectorate of Constabulary and Fire Rescue Services sobre vetting de 300 recrutas (2016–2023) na Met, apuração já iniciada pela polícia

The home secretary will order the special inquiry into a wave of Met police recruitment, with particular concerns about some hires between 2020 and 2023.
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  • A secretária de Interior vai ordenar uma investigação independente, conduzida pela His Majesty’s Inspectorate of Constabulary and Fire & Rescue Services, para verificar se a Met permitiu centenas de recrutas entrarem sem devida avaliação entre 2016 e 2023, com foco em 300 novos oficiais.
  • A apuração externa analisa possíveis falhas de vetting que deixaram esses recrutamentos em risco, enquanto a Met já iniciou uma apuração interna, chamada Operação Jorica.
  • A avaliação pode ter envolvido vetting inadequado ou ausente, com recrutamento de pessoas que teriam convicções criminais, antecedentes ou vínculos problemáticos.
  • As apurações ganham destaque após a divulgação pela The Guardian e estão relacionadas ao histórico de casos envolvendo oficiais, como os de Couzens e Carrick, e a relatório de Louise Casey.
  • O caso ocorre em meio a críticas sobre a confiança na força e aos esforços da Met para melhorar padrões, ética e profissionalismo.

O governo britânico ordenou uma investigação especial independente para apurar se a Metropolitan Police permitiu que centenas de recrutados entrassem na força sem o devido veteamento. O foco são 300 novos agentes contratados entre 2016 e 2023. A apuração será feita pela His Majesty’s Inspectorate of Constabulary and Fire and Rescue Services, informou a imprensa.

A Secretaria de Interior solicitou o inquérito independente, com a participação da própria Met já tendo iniciado uma apuração interna denominada Operação Jorica. A divulgação foi publicada pelo Guardian, citando a avaliação de que o processo de vetting pode ter falhas graves.

A investigação ocorre em meio a uma sequência de escândalos envolvendo a polícia britânica. Casos de alto impacto incluem o sequestro e assassinato de Sarah Everard por Wayne Couzens, bem como abusos sexuais cometidos por David Carrick, que expuseram falhas estruturais na supervisão de conduta e nas denúncias recebidas.

Historicamente, um relatório de Louise Casey, de outubro de 2022, apontou práticas inadequadas de vetting que permitiram a entrada de indivíduos com antecedentes criminais ou risco à integridade. O governo informou manter atualizados a secretária de Interior e seus assessores sobre os resultados.

A Met destaca que a revisão abrange padrões de contratação entre 2016 e 2023, incluídos os períodos de ampliação de efetivo e de pressão por contratações rápidas. A força não detalhou se houve resignações ou suspensões em decorrência de eventuais falhas de vetting.

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