- A secretária de Interior vai ordenar uma investigação independente, conduzida pela His Majesty’s Inspectorate of Constabulary and Fire & Rescue Services, para verificar se a Met permitiu centenas de recrutas entrarem sem devida avaliação entre 2016 e 2023, com foco em 300 novos oficiais.
- A apuração externa analisa possíveis falhas de vetting que deixaram esses recrutamentos em risco, enquanto a Met já iniciou uma apuração interna, chamada Operação Jorica.
- A avaliação pode ter envolvido vetting inadequado ou ausente, com recrutamento de pessoas que teriam convicções criminais, antecedentes ou vínculos problemáticos.
- As apurações ganham destaque após a divulgação pela The Guardian e estão relacionadas ao histórico de casos envolvendo oficiais, como os de Couzens e Carrick, e a relatório de Louise Casey.
- O caso ocorre em meio a críticas sobre a confiança na força e aos esforços da Met para melhorar padrões, ética e profissionalismo.
O governo britânico ordenou uma investigação especial independente para apurar se a Metropolitan Police permitiu que centenas de recrutados entrassem na força sem o devido veteamento. O foco são 300 novos agentes contratados entre 2016 e 2023. A apuração será feita pela His Majesty’s Inspectorate of Constabulary and Fire and Rescue Services, informou a imprensa.
A Secretaria de Interior solicitou o inquérito independente, com a participação da própria Met já tendo iniciado uma apuração interna denominada Operação Jorica. A divulgação foi publicada pelo Guardian, citando a avaliação de que o processo de vetting pode ter falhas graves.
A investigação ocorre em meio a uma sequência de escândalos envolvendo a polícia britânica. Casos de alto impacto incluem o sequestro e assassinato de Sarah Everard por Wayne Couzens, bem como abusos sexuais cometidos por David Carrick, que expuseram falhas estruturais na supervisão de conduta e nas denúncias recebidas.
Historicamente, um relatório de Louise Casey, de outubro de 2022, apontou práticas inadequadas de vetting que permitiram a entrada de indivíduos com antecedentes criminais ou risco à integridade. O governo informou manter atualizados a secretária de Interior e seus assessores sobre os resultados.
A Met destaca que a revisão abrange padrões de contratação entre 2016 e 2023, incluídos os períodos de ampliação de efetivo e de pressão por contratações rápidas. A força não detalhou se houve resignações ou suspensões em decorrência de eventuais falhas de vetting.
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