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Processo contra Gustavo Gayer avança por suspeita de desvio de cota parlamentar

PF indiciou o deputado Gustavo Gayer por desvio da cota parlamentar; processo no STF está sob sigilo e a PGR avaliará eventual denúncia

O deputado federal Gustavo Gayer - Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • A Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio da cota parlamentar; o processo no Supremo Tribunal Federal está sob sigilo.
  • Investigações apontam indícios de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato, com mandados de busca em 2024 que envolveram 18 pessoas.
  • A PF mira duas empresas ligadas ao deputado e indicia no celular de um assessor; o caso envolve possíveis abastecimentos de recursos públicos.
  • A Procuradoria-Geral da República avaliará a denúncia, com possível oferecimento ao STF, arquivamento ou pedidos de novas diligências.
  • Em outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas contra 18 pessoas; Gayer afirmou que o caso envolve uma escola de idiomas criada em 2013 e negou uso de cota em atividade privada.

A Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio da cota parlamentar. O processo no STF está sob sigilo, mas o parlamentar confirmou o indiciamento nas redes sociais. Investigadores apontam indícios de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato. Em setembro de 2024, mandados de busca atingiram 18 pessoas ligadas ao caso.

Segundo as apurações, há ligação entre o deputado e duas empresas, que podem ter recebido recursos públicos por meio da cota parlamentar. Também foram identificados indícios no celular de um assessor, ligado ao gabinete. A PF aponta uso de estruturas paralelas para fins privados, deslocando recursos que deveriam atender ao mandato.

O Ministério Público Federal terá a responsabilidade de avaliar a denúncia apresentada pela PF. A PGR pode oferecer denúncia ao STF, arquivar o caso ou solicitar novas diligências para aprofundar as investigações. Caso haja denúncia, o próprio STF ficará responsável pelo julgamento.

O indiciamento não configura condenação ou denúncia apresentada, apenas o reconhecimento de indícios suficientes para avançar no processo. Em outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas que resultaram na atuação de 18 investigados, todos sob a tradicional linha de uma suposta associação voltada ao desvio da cota parlamentar de Gayer.

Gayer reitera, em vídeo divulgado após o indiciamento, que não utilizou recursos da cota parlamentar em atividades privadas. Ele afirmou que o espaço onde deveria funcionar o gabinete funcionava, na prática, como escola de idiomas aberta em 2013, negando irregularidades com recursos públicos.

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