- Deputadas do PSOL Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna protocolaram, no dia 10, uma representação no Ministério Público Federal para investigar ocultação de perfis de esquerda após Glauber Braga presidir a Câmara, mirando a Meta.
- A ação conta com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas e de outras três entidades, e foca em suposto shadowban generalizado que atingiu perfis de políticos de esquerda, incluindo o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Os signatários solicitam abertura de inquérito, esclarecimentos da Meta sobre moderação, critérios utilizados e políticas que embasem possíveis bloqueios, além de canal de atendimento a usuários.
- O PT informou ter mantido reunião com representantes da Meta, na qual a empresa afirmou que o problema é técnico e restrito ao sistema de busca de contas, atingindo perfis de diferentes espectros políticos.
- O PT, no entanto, sustenta haver viés ideológico no episódio e cobra que a Meta explique a relação entre o incidente e a atuação política de Glauber Braga.
O Ministério Público Federal recebeu nesta quarta-feira 10 a representação de deputadas do PSOL pedindo abertura de inquérito contra a Meta. A ação investiga a ocultação de perfis de esquerda após Glauber Braga presidir a Câmara, em 9 de março, e envolve cortes no alcance de postagens. O pedido aponta possível interferência no debate público e na democracia.
As parlamentares Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna assinam o documento, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas e de outras três entidades. O foco é um suposto shadowban generalizado que atingiu contas de políticos de esquerda e até perfis sem relação direta com o episódio, como o do presidente Lula.
A representação solicita esclarecimentos sobre critérios de moderação, bases legais e canais de contato para usuários. Pede que a Meta explique se houve moderação de conteúdo, qual política embasou o mecanismo e como denunciar restrições.
Desenvolvimento
Integrantes da equipe de comunicação do PT estiveram em reunião com a Meta nesta semana. A empresa informou que o problema é técnico, restrito ao sistema de busca de contas, e que atingiria perfis de diferentes espectros políticos. O PT, porém, aponta viés ideológico no episódio.
A solicitação ao MPF também requer que a Meta preste informações sobre medidas adotadas para evitar novas ocorrências e sobre eventual transparência de dados de moderação. Não houve confirmação de novas ações públicas da companhia até o momento.
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