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Relator da CPI do Crime Organizado prevê prisão de ministros de tribunais

Relator afirma que ministros de tribunais superiores poderão ser processados e presos em breve; Lewandowski diz haver norma para coibir abusos

À tribuna, em discurso, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). (Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado)
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  • A CPI do Crime Organizado discute infiltração do crime no poder, com relatos de caronas em jatos pagos por criminosos, viagens de ostentação envolvendo ministros e o caso do jato usado por envolvidos no Banco Master, além de obstáculos a investigações.
  • Nesta semana, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão, afirmou que ministros de tribunais superiores poderão ser processados e presos em breve, sem citar nomes.
  • Vieira citou o caso em que o ministro Dias Toffoli pegou carona em jato particular de um envolvido no Banco Master, antes de decretar sigilo sobre as investigações; Toffoli não comentou as acusações.
  • O ministro Ricardo Lewandowski, presente, ressaltou que o Supremo Tribunal Federal e o país possuem normatividade suficiente para coibir abusos, desde que a legislação seja cumprida.
  • A comissão também mencionou o debate público sobre o tema no programa Sem Rodeios, que discutiu infiltração de crime organizado no poder.

Nesta semana, a CPI do Crime Organizado tratou da infiltração do crime no poder e discutiu casos de favorecimentos envolvendo autoridades. O foco foi ampliar o debate sobre práticas investigadas no âmbito de jatos particulares e viagens de ostentação associadas a criminosos.

O senador Alessandro Vieira, MDB-SE, que atua como relator do grupo de trabalho, afirmou que ministros de tribunais superiores poderão ser processados e presos em breve. Não houve menção direta a nomes. Vieira comentou ainda que há infiltração no poder por meio de lobby e da advocacia.

O presidente da CPMI, acompanhado de autoridades, lembrou o histórico de caronas em jatos pagos por envolvidos em crimes, bem como viagens e eventos luxuosos custeados por estruturas criminosas, que chegam aos tribunais superiores. Toffoli não comentou as acusações.

O ministro Dias Toffoli foi citado indiretamente por Vieira ao falar de caronas em jatos por parte de envolvidos com casos investigados pelo Banco Master. A acusação ainda não teve resposta pública do magistrado. Lewandowski ressaltou que há norma suficiente para coibir abusos.

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que o Supremo Tribunal Federal e o país dispõem de corpo normativo para coibir condutas inadequadas, desde que a legislação seja cumprida. O tema segue em debate público na CPI, sem definições conclusivas.

Repercussões e normas

  • Lewandowski destacou a importância do cumprimento das leis como motor de contenção de abusos.
  • Vieira reforçou a necessidade de vigilância sobre relações entre o crime organizado e o poder.
  • A CPI ainda analisa evidências e não firmou conclusões finais sobre eventuais responsabilizações.

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