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Aliados dizem que Lula deveria buscar Motta novamente para apoio

Lula tenta manter apoio de Hugo Motta na Câmara para aprovar o corte linear de 10% dos gastos tributários, com ganho de mais de R$ 20 bilhões em 2026 e teste da reforma tributária

1 de 1 O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, participam do desfile do 7 de Setembro em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters
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  • Interlocutores de Lula dizem que ele deveria procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta, para oferecer apoio e fortalecer o governo.
  • Motta tem entregado mais do que tirado do governo, especialmente na agenda econômica, apesar dos atritos com o Planalto e do distanciamento causado pela influência do Centrão.
  • Ele estaria insatisfeito com críticas de deputados do Centrão sobre a condução do processo de cassação de Glauber Braga e Carla Zambelli.
  • A equipe econômica aposta que Motta votará o corte linear de 10% dos gastos tributários, com possível ganho de mais de R$ 20 bilhões para 2026.
  • O Palácio também espera que Motta aprove as últimas medidas da reforma tributária para que haja testes de implementação no próximo ano.

Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o governo deve buscar o apoio de Hugo Motta, presidente da Câmara, para superar um momento de fragilidade na condução da Casa. Motta tem entregado mais resultados econômicos do que entraves ao Planalto, apesar dos atritos anteriores. A ideia é atrair o alagoano para o alinhamento com o governo e afastá-lo do Centrão.

A cobrança interna mira manter Motta ao lado do governo, mesmo após críticas de deputados do Centrão sobre sua condução do processo de cassação de Glauber Braga e Carla Zambelli. O objetivo é reduzir a pressão sobre a pauta econômica no Legislativo.

Segundo interlocutores, a expectativa é que Motta vote o corte linear de 10% dos gastos tributários, cabível ainda neste ano. Caso aprovado, o Tesouro pode superar 20 bilhões de reais em 2026, ajudando a fechar as contas da União.

Avanços na pauta econômica

Além do corte, o Planalto busca que Motta apoie as últimas medidas da reforma tributária, com fases de teste previstas para o próximo ano. A intenção é viabilizar a implementação gradual sem comprometer o equilíbrio fiscal.

A estratégia envolve manter Motta próximo ao governo, mantendo o distanciamento de aliados do Centrão bolsonarista. A atuação visa ampliar o espaço de atuação do governo frente a setores que influenciam votações relevantes no Congresso.

A expectativa interna é de que, com o apoio de Motta, o governo obtenha maior governabilidade para avançar a reforma tributária e evitar impactos que comprometam o orçamento de 2026. A saída depende de votos na Câmara e negociações com legendas.

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